Mundo ficciónIniciar sesiónRachel Miller sempre acreditou que casamento era sobre escolha, compromisso e lealdade. Mesmo vivendo uma relação fria e distante, ela permaneceu fiel ao homem com quem construiu uma vida estável e respeitável. Há mais de um ano, porém, seu casamento deixou de ser um espaço de intimidade e se tornou apenas silêncio, rotina e ausência. Tudo começa a mudar dentro do escritório. Adrian Weiss, sócio do seu marido, é exatamente o tipo de homem que Rachel deveria evitar. Seguro, observador e perigosamente sedutor, ele não ultrapassa limites de imediato. Ele observa. Escuta. Provoca com sutileza. Até que Rachel perceba que está sendo vista, desejada e desafiada como nunca antes. O que surge entre eles não nasce de impulsividade, mas de tensão contida, conversas que passam do limite e uma atração que cresce no espaço onde não deveria existir. Rachel não planejou trair. Não planejou desejar outro homem. Mas resistir se torna cada vez mais difícil quando Adrian transforma atenção em tentação e silêncio em convite. Entre encontros proibidos, culpa crescente e escolhas que não podem ser desfeitas, Rachel se vê dividida entre a mulher que sempre foi e aquela que começa a emergir quando cruza uma linha perigosa demais para ser ignorada. O Sócio do Meu Marido, Meu Segredo Proibido é um romance intenso e sensual sobre desejo, poder e as consequências de se permitir sentir aquilo que nunca deveria acontecer.
Leer másO quarto estava mergulhado em meia-luz, e ainda assim Adrian Weiss dominava o espaço com facilidade cruel. Alto, ombros largos, ele mantinha a camisa aberta, as mangas dobradas revelando antebraços firmes, veias marcadas que denunciavam força contida e controle absoluto. O corpo dele era desenhado por linhas seguras — o abdômen tenso formando aquele V perigoso que atraía o olhar mesmo na penumbra — e o rosto, definido e implacavelmente bonito, carregava uma calma que intimidava. Adrian não precisava tocar em nada para impor presença. Bastava existir ali, sólido, confiante, sabendo exatamente o efeito que causava.
Eu estava ali.
De salto na mão.
E ainda assim, incapaz de dar um passo para trás.
— Se você disser para eu ir embora agora — ele disse, a voz baixa, controlada — eu vou.
Era a mentira mais confortável daquela noite.
Adrian se aproximou devagar, como se me desse tempo para fugir. Como se estivesse me oferecendo uma saída que já não existia. A mão dele tocou meu rosto primeiro, sem pressa — mas com atenção. O tipo de toque que não pede, apenas afirma.
— Rachel… — ele murmurou, como se dissesse meu nome pela primeira vez.
Meu corpo respondeu antes da culpa.
Beijei Adrian como quem atravessa um limite consciente. Não foi delicado. Foi fundo. Quente. Um beijo carregado de tudo o que eu tinha engolido ao longo de um ano inteiro de noites vazias, de um casamento que existia mais por hábito do que por desejo.
A mão dele fechou na minha cintura, firme, me puxando contra o corpo dele sem pedir permissão. Eu senti tudo. A pressão, o calor, a certeza perigosa de que aquilo não era apenas curiosidade.
— Você não faz ideia do que está fazendo comigo — ele disse contra a minha boca.
Talvez eu tivesse.
Minhas mãos subiram pelo peito dele, sentindo a pele quente sob a camisa aberta, os músculos tensos sob meus dedos. Adrian não recuou. Não interrompeu. Apenas me deixou conduzir por alguns segundos — o suficiente para depois tomar o controle de volta.
Ele me virou, encostando minhas costas na parede fria do quarto. O choque da temperatura arrancou um suspiro involuntário de mim. Adrian sorriu, curto, satisfeito, como se tivesse esperado exatamente aquela reação.
— Você passa o dia inteiro fingindo controle — ele murmurou, a boca próxima demais do meu ouvido. — Mas o seu corpo nunca mente.
— Adrian… — meu aviso saiu fraco.
— Não. — Ele sorriu de leve. — Não minta agora. Você me deixou entrar porque queria isso.
Os dedos dele deslizaram pelo zíper do meu vestido com uma lentidão provocadora, quase cruel. Cada centímetro de pele exposta era uma decisão que eu não desfazia. O tecido escorreu pelos meus ombros como se nunca tivesse sido uma barreira real.
Quando ele me tocou de verdade, meu corpo arqueou antes que eu pudesse conter. Um ano sem sexo não tinha me preparado para aquilo — para ser tocada com intenção, com precisão, como alguém que sabia exatamente onde pressionar para me fazer perder o controle.
— Você quer isso — Adrian disse, a voz rouca. — Eu sei que quer.
A culpa tentou emergir, fraca, distante, mas foi engolida quando ele me ergueu nos braços e me levou até a cama. Não houve romantismo. Houve urgência. Roupa sendo retirada às pressas. Respirações desencontradas. Pele contra pele.
Quando Adrian entrou em mim, não foi com delicadeza, mas com um controle absoluto que me arrancou um gemido que eu não reconheci como meu. O tipo de controle que não machuca — domina.
— Adrian… — eu disse, perdida.
— Olha pra mim — ele exigiu, segurando meu rosto.
Eu olhei.
E foi ali que tudo se quebrou.
O ritmo dele era firme, profundo, calculado. Cada movimento parecia pensado para me tirar o ar, para me lembrar de quanto tempo eu tinha passado invisível. As mãos dele me seguravam como se eu fosse algo que não podia escapar.
Eu não pensei em Eduard.
Só no agora.
Gozei com o nome dele preso na garganta.
Adrian desacelerou apenas depois, apoiando a testa na minha por um breve instante, respirando pesado. Por um segundo, quase pareceu humano, vulnerável.
Mas passou rápido.
Ele se afastou primeiro, sentando na beira da cama, passando a mão pelo rosto como quem se recompõe rápido demais. Eu puxei o lençol para me cobrir, o coração disparado, o corpo ainda sensível.
— Eu não devia ter feito isso — murmurei, mais para mim do que para ele.
Adrian se virou devagar.
O olhar dele não carregava arrependimento.
Carregava atenção. Avaliação.
— Você só parou de fingir que não queria.
Ele se levantou, vestindo a camisa com calma irritante, como se o tempo não fosse uma ameaça real.
O celular dele vibrou sobre a mesa.
Adrian olhou a tela.
E o nome que apareceu fez meu estômago afundar.
Eduard.
Ele atendeu.
— Fala — disse, com a voz perfeitamente normal.
Permaneci ali, nua, envolta em um lençol fino demais, ouvindo meu marido do outro lado da linha enquanto ainda sentia o corpo de Adrian marcado no meu.
— Sim — ele continuou. — Não, não tem problema. A gente resolve daqui.
Adrian desligou.
Ficou em silêncio por um instante antes de me olhar de novo.
— Eu não me arrependo — disse, simples.
A frase caiu pesada demais no quarto.
— E não dá pra fingir que isso não aconteceu — continuou, a voz baixa, firme. — A não ser que seja isso que você queira fazer.
O silêncio que se seguiu foi mais ensurdecedor do que qualquer discussão.
E, pela primeira vez naquela noite, eu entendi que não era só sexo.
Era uma escolha.
E eu ainda não sabia qual versão de mim teria que sustentar a partir dali.
POV RachelO uísque desceu mais suave na terceira dose, mas não trouxe conforto. Apenas uma sensação morna que não resolvia nada. Ficamos em silêncio por alguns instantes. Não havia mais o que dizer sem transformar a conversa em algo irreversível.Eduard girava lentamente o copo entre os dedos, observando o líquido âmbar como se buscasse respostas ali. Eu mantinha os braços apoiados na ilha da cozinha, sentindo o peso do dia, da conversa e dos meses anteriores acumulados no corpo.— Você está cansada?— ele disse.Não era pergunta.Eu assenti.— Estou.O silêncio voltou, mais denso, mais cansado.Ele serviu outra dose para si, mas eu balancei a cabeça.— Não. Já chega.Ele não insistiu.Fiquei alguns segundos parada antes de falar:— Eu vou dormir.Ele levantou o olhar, atento, como se avaliasse algo além da frase.— Boa noite, Rachel.Não havia frieza. Também não havia proximidade.Eu segui pelo corredor sem pressa, sentindo os músculos pesados, como se cada passo exigisse mais energi
POV RACHEL - O JANTAREu me arrumei em silêncio. Não houve discussão sobre roupa, nem comentários atravessados enquanto eu escolhia o vestido. Ainda assim, cada gesto parecia observado. Escolhi algo elegante, discreto, nada que pudesse ser lido como provocação ou tentativa de chamar atenção. Quando saí do quarto, Eduard já estava pronto. O terno escuro, a gravata perfeitamente alinhada, o olhar atento demais quando me viu.Ele me olhou por um segundo a mais do que o habitual.Não disse que eu estava bonita.Mas os olhos disseram.— Vamos? — ele perguntou.Eu assenti.No trajeto até o restaurante, o silêncio não foi desconfortável. Foi estratégico. Havia muito a ser dito, mas nenhum dos dois estava disposto a entregar fragilidade antes da hora. Quando o carro parou em frente ao salão reservado, Eduard deu a volta e estendeu a mão para mim. Eu hesitei apenas um segundo antes de aceitá-la. O gesto era pequeno, mas carregava uma mensagem clara: estávamos ali como casal.O ambiente era ele
POV RACHELA porta ainda estava aberta quando Eduard saiu da minha sala irritado. O silêncio que ficou parecia mais alto do que qualquer discussão.Adrian permaneceu parado por alguns segundos. Eu também. Nenhum de nós comentou o que quase aconteceu. Não era necessário. O ar ainda carregava a proximidade interrompida, o calor suspenso, a sensação de algo que não tinha sido concluído.— Isso vai piorar — ele disse por fim, a voz mais baixa do que antes.Eu sabia que não era uma previsão impulsiva. Era constatação.— Eu sei.Ele me observou como se quisesse dizer mais alguma coisa, mas escolheu não dizer. Talvez porque qualquer palavra a mais tornaria aquilo mais real do que já era.— Trabalhe — ele concluiu. — Não dê a ele mais munição hoje.Eu assenti.Quando ele saiu, o espaço pareceu grande demais.Eu me sentei na cadeira e tentei voltar à rotina. Responder e-mails. Assinar documentos. Participar de uma reunião que mal consegui acompanhar. Mas minha mente voltava, repetidas vezes,
POV RachelSaí da sala de Eduard com a sensação de que o ar ali dentro estava mais rarefeito do que o normal. O corredor parecia longo demais, iluminado demais, exposto demais. Eu mantive o queixo erguido, o passo firme, como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse sido chamada de vagabunda dentro da própria empresa. Como se dois homens não tivessem se colocado na minha frente ao mesmo tempo.Eu não olhei para trás, mas eu sabia que Adrian vinha.Não precisava ver para sentir.Quando alcancei minha sala, entrei sem anunciar nada e deixei a porta aberta por reflexo. Só percebi quando ele entrou atrás de mim e a fechou com cuidado, sem estardalhaço.O clique suave da porta soou alto demais.Eu caminhei até a mesa e apoiei as mãos na madeira, respirando fundo. Meu corpo ainda estava em estado de alerta, como se a discussão não tivesse terminado de fato.— Isso foi ridículo — eu disse, ainda de costas para ele.A minha voz não saiu trêmula. Saiu baixa. Controlada.— Foi — Adrian r
POV RachelNo corredor, antes que cada um seguisse para seu respectivo escritório, Eduard parou.— Adrian. Rachel. Um minuto.O tom não era agressivo. Era administrativo. O que tornava tudo mais tenso.Adrian assentiu sem pressa. Eu caminhei ao lado deles até a sala de Eduard.Eduard abriu a porta da própria sala.Eu e Adrian entramos atrás dele.Stephany estava sentada no sofá lateral, pernas cruzadas, postura impecável, como se aquele espaço fosse naturalmente dela. Não parecia surpresa. Não parecia constrangida. Parecia confortável.Ela levantou o olhar quando entramos.— Ah. Eu não sabia que vocês vinham também.O silêncio caiu pesado.Eduard fechou a porta com mais força do que o necessário.— Eu pedi que você aguardasse lá fora.Ela cruzou os braços, ignorando completamente a ordem.— E eu estou aguardando há meses.O tom dela já não era controlado. Era ressentido.Ela olhou diretamente para mim.— E você… você nem parece abalada.Eu sustentei o olhar.— Eu não tenho nada para d
POV RachelQuando saímos de casa, a conversa já estava encerrada.Não resolvida. Encerrada.O café da manhã tinha sido direto demais para deixar espaço para ilusões. Eduard queria tentar. Eu tinha dito que, para mim, tinha acabado. Ele não tinha aceitado. E agora, enquanto entrávamos no elevador do prédio, a única coisa que restava era postura.No carro, ele manteve as mãos firmes no volante. Não houve nova discussão. Não houve insistência. Só aquele silêncio tenso que vem depois de uma decisão que ninguém quer realmente encarar.— A reunião com o conselho começa às dez — ele disse, olhando para frente.— Eu sei.— Adrian vai estar lá.Eu virei o rosto para ele.— Eu sei.Ele assentiu, quase imperceptivelmente.— Então mantenha postura.Eu segurei a resposta que queria dar. Não era o momento. Quando estacionamos, ele saiu primeiro. Eu desci em seguida. Caminhamos lado a lado, sem toque, sem distância exagerada. O equilíbrio exato que dois adultos treinados para manter aparência sabem





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