O relógio marcava exatamente onze e meia quando encarei o prefeito sentado à minha frente. O homem suava, mesmo com o ar-condicionado gelando a sala. Ele tamborilava os dedos sobre a mesa de mogno, o olhar inquieto se fixando na taça de uísque à sua frente.
— O valor vai dobrar no próximo trimestre — anunciei, girando o próprio copo entre os dedos, observando a forma como ele reagia à notícia.
O prefeito arregalou os olhos, sua mão vacilando ao pegar a taça.
— Dobrar? Luca, eu já estou no meu l