O frio da sala me envolvia como uma jaula invisível. O ar carregado com o cheiro de tabaco e couro, misturado ao perfume amadeirado de Aslan, fazia minha pele arrepiar. Eu estava sentada em uma poltrona de couro escuro, diante dele, com um copo de vodka intocado sobre a mesa. Meu estômago revirava com a tensão, mas eu mantinha minha expressão impassível.
Aslan me observava com olhos predatórios, um sorriso preguiçoso brincando em seus lábios. Ele se recostou na cadeira, cruzando os dedos sobre