Antônio Vitorino
O sangue no meu punho já estava secando, criando uma crosta rígida que me lembrava, a cada movimento dos dedos, o som da mandíbula de Julian Vane se partindo. Eu queria ter feito mais. Queria ter arrancado os olhos dele para que ele nunca mais pudesse sequer imaginar a imagem de Vincenza vulnerável. Mas ela estava ali, pálida, com a respiração errática e o cheiro daquele maldito sedativo impregnado na pele. Eu tive que escolher entre o prazer de estraçalhar um verme e a urgênc