Antônio Vitorino
Saí do escritório de Luigi com a mente em chamas. Eu precisava vê-la.
Subi as escadas do apartamento de Luigi em silêncio, passando pelos seguranças que apenas acenavam em respeito. O corredor que levava ao quarto de visitas era familiar, mas hoje parecia o caminho para um campo de batalha.
Eu entrei sem bater. Ela estava sentada na beira da cama, envolta em um roupão de seda branca que parecia uma mortalha contra a sua pele pálida. O médico já tinha ido embora, a deixando com