Aurora Vitorino
O silêncio que se seguiu ao fim da festa não era de paz, era de exaustão dourada. As luzes do salão principal foram se apagando uma a uma, mas a mansão Mancini nunca dormia totalmente. O eco dos nossos saltos tocando o mármore do pátio interno era o único som que desafiava a madrugada.
— Finalmente, ar puro que não cheira a perfume de velhos conselheiros e fumaça de charuto — exclamou Vincenza, jogando a cabeça para trás.
Ela carregava uma garrafa de um Cristal rosé gelado e