Aurora Vitorino
A porta pesada de carvalho do meu quarto se fechou com um clique suave, mas o calor da mão de Luigi na minha ainda parecia queimar minha pele. Ele me deixou ali, como um cavaleiro entregando sua joia ao cofre, com aquela promessa silenciosa nos olhos de que ninguém cruzaria aquele limiar sem sua permissão.
Encostei as costas na madeira fria e fechei os olhos por um segundo, deixando o silêncio do meu santuário me envolver. Mas o silêncio durou pouco.
— Aurora? Finalmente, qu