Antônio Vitorino
O peso da responsabilidade nunca me abandonava, nem mesmo quando o sol de Milão tentava ser gentil através das janelas da nossa nova casa. Eu estava no corredor, o celular vibrando na mão como uma granada prestes a explodir. Quando vi o nome no visor Matteo, meu pai e o homem que me transformou na arma que sou hoje. Minha primeira reação foi procurar o coldre. No nosso mundo, uma ligação matinal do Dom raramente traz boas notícias.
— Fale — atendi, a voz seca, já mentalizando