Vincenza Vitorino
O silêncio daquela suíte na Toscana era diferente de qualquer outro que eu já tivesse experimentado. Não era o silêncio tenso das propriedades Mancini, onde cada corredor parecia esconder uma escuta, nem o silêncio gélido de Milão. Era um silêncio denso, quente, carregado com o cheiro de suor, sexo e a fragrância de lavanda que soprava das janelas abertas.
Eu estava deitada com a cabeça repousada no peito de Antônio, ouvindo o ritmo constante do seu coração. O som era como um