Vincenza Mancini
O ar na mansão estava saturado com o cheiro de flores frescas e decisões impositivas, mas para mim, cheirava a pólvora invisível e a uma ansiedade que eu me recusava a nomear. Eu estava sentada diante da minha penteadeira, encarando meu reflexo como se estivesse observando uma estranha. Meus olhos estavam fundos, o brilho de rebeldia que costumava me definir agora estava nublado por uma sombra que eu detestava admitir: o medo.
Aurora entrou no quarto sem bater, com aquela leve