Antônio Vitorino
O som do silêncio no escritório costuma ser o meu refúgio, mas naquela tarde, ele sangrava. Eu ainda conseguia ouvir o eco da voz da minha mãe ao telefone, uma mistura de indignação aristocrática e pavor genuíno. "Antônio, ela enlouqueceu. Ela quer se casar de luto. Ela está indo a Montenapoleone".
Senti uma veia latejar na minha têmpora. Vincenza Mancini não era apenas uma mulher; ela era uma força da natureza que eu tinha a audácia de querer engarrafar. O trajeto até a loja