Luigi Mancini
O asfalto de Roma à noite tem um brilho diferente. Não é o brilho das luzes turísticas ou dos monumentos históricos; é um brilho oleoso, perigoso, que reflete a alma de quem não consegue dormir porque o peso do mundo esmaga o peito. Meu ombro, que Antônio havia colocado no lugar horas antes, latejava ritmicamente, como se meu próprio corpo estivesse contando os segundos para a próxima explosão.
Eu precisava de algo que não fosse o silêncio sufocante da mansão Mancini. Eu precis