Aurora Vitorino
O meu quarto era o único refúgio que restava, mas até aquelas paredes pareciam estar se fechando. O cheiro de livros antigos e lavanda, que antes trazia paz, agora era sufocado pela lembrança do metal frio das armas e do odor de fumaça que impregnou a minha pele no Porto de Gênova. Eu estava sentada na beira da cama, observando o nada como se ele fosse me dar a resposta para o que eu estava sentindo.
A porta rangeu suavemente. Vincenza entrou sem pedir licença, mas não trazi