Aurora Vitórino
O cetim branco pesava sobre o meu corpo como se fosse feito de chumbo, e não de uma das sedas mais caras de Milão. Eu estava parada diante de um espelho de triptico no atelier privado da mansão Mancini, cercada por três costureiras que se moviam ao meu redor como fantasmas silenciosos, ajustando agulhas e alfinetes com uma precisão cirúrgica. Cada espetada acidental na minha pele parecia um lembrete de que a perfeição absoluta era o único padrão aceitável para o que estava pres