Aurora Vitorino
O sol de Roma entrava pelas janelas altas da escola, criando padrões de luz no chão de mármore que pareciam trilhos para um futuro que, até poucas horas atrás, eu temia estar destruído. O peso da beca sobre meus ombros era real, mas o peso que tinha sido removido do meu peito durante aquela conversa no carro novo era o que realmente me permitia respirar.
Eu segurava o canudo de papel com força. Para muitos ali, era o fim de uma jornada acadêmica. Para mim, era o início de um co