A noite estava silenciosa, mas o pensamento de Valentina era um redemoinho. O bilhete encontrado no livro queimava em sua mente como uma ferida recém-aberta. “Verona, 1997.” Três palavras. Um local, uma data — e um abismo de dúvidas.
Ela não conseguia dormir. A cada batida do relógio, a certeza aumentava: havia coisas sobre seu pai, Domenico Mancini, que ela nunca soubera. Segredos enterrados sob a fachada de nobreza e orgulho familiar. E agora, aquilo estava voltando para assombrá-la.
Ao ama