Mundo de ficçãoIniciar sessão— Sra. Cristiane, por favor, assine o acordo de divórcio. Caso contrário, eu não saberia como explicar ao Sr. Vinícius. Bruno, advogado particular de Vinícius Ribeiro, permanecia diante de Cristiane Almeida com o rosto tenso e preocupado. Nas mãos, segurava uma nova cópia do acordo de divórcio, recém-impressa e sem uma única dobra, como se fosse o símbolo de mais uma tentativa inútil. Aquela era a trigésima terceira vez que Vinícius pedia o divórcio. Na primeira, Cristiane subiu até a cobertura e se jogara, quebrando uma das pernas. Na segunda, ela cortou o pulso com um estilete, tingindo de vermelho metade do banheiro. Na terceira, engoliou um frasco inteiro de comprimidos para dormir. Os médicos passaram três dias seguidos lavando o estômago dela no hospital. E assim por diante… Todas as vezes, ela usava a própria vida para obrigar Vinícius a ceder. Mas desta vez… Um cansaço inesperado simplesmente a invadia.
Ler maisAlexandre, formado nas melhores universidades e já reconhecido como um psicólogo jovem, brilhante e promissor, reunia todas as qualidades que costumavam atrair as mulheres, tanto na aparência quanto no status.Vinícius foi até o consultório dele.Quando Alexandre viu aquele homem pálido, com um ar exausto e perturbado, seguiu o procedimento habitual.— Boa tarde, senhor. O senhor tem horário marcado?— Você é o Alexandre, não é? — Vinícius perguntou com um tom carregado de provocação.— Sou, sim. E o senhor é…. — Alexandre o encarou sem entender de onde vinha tanta hostilidade.Vinícius já não conseguia conter a raiva que o consumia por dentro.— Faça um favor e fique longe da Cristiane. Ela é minha mulher. É melhor você entender o seu lugar e desaparecer da vida dela imediatamente!Um traço de surpresa cruzou o rosto sempre gentil de Alexandre, mas ele logo recuperou a compostura. Pela atitude do homem, já imaginava quem fosse.— Você deve ser o ex-marido da Cris, certo? Ela já coment
Vinícius havia se hospedado em um hotel perto da casa de Mônica.Ele aparecia ali todos os dias, logo cedo, sempre pontual, trazendo nas mãos flores frescas, cada manhã de um tipo diferente, ainda úmidas de orvalho. Preparava pessoalmente os pratos favoritos de Mônica, embalava tudo com cuidado e mandava entregar. Chegou até a escrever várias cartas de amor, pedindo à babá que as entregasse a Cristiane.Uma semana depois, Cristiane finalmente decidiu falar com ele.— O que é que você quer, afinal, Vinícius?O tom dela transbordava distância e um desprezo impossível de esconder.— Cris, eu errei. Vim reconhecer isso. Você… Você pode me dar uma chance de consertar tudo? A voz de Vinícius tremia.— Sr. Ribeiro, achei que já tinha sido suficientemente clara. Entre nós… Acabou. Por favor, não continue fazendo essas coisas sem sentido.— Não acabou. Pra mim nunca acabou. — Os olhos dele estavam vermelhos, aflitos. — Cris, eu sei que você me odeia, que guarda mágoa de mim, e eu mereço. Admito
Vinícius respirou fundo antes de continuar.— Para que a empresa pudesse abrir o capital, eu machuquei a Cris. Traí o amor que ela tinha por mim. Agora eu entendo… Eu entendo o tamanho do meu erro. Eu espero que a senhora possa me dar uma chance. Só uma. Uma oportunidade de reparar o que destruí entre mim e a Cris. Quanto à auditoria… Eu sei que foi a senhora que… — Ele hesitou por um instante. — Que atuou por trás. E eu não a culpo. Eu mereci essa lição.A emoção apertava sua garganta, deixando a voz embargada.— Eu imploro… Me dê outra chance. Não é pela empresa. É por mim. Por um recomeço. Por uma oportunidade de ser alguém melhor. E, por favor… Por mim e pela Cris. Eu sei que não mereço. Mas eu… Realmente não consigo viver sem ela.A sala ficou completamente silenciosa.A única coisa que se ouvia era sua respiração acelerada.Mônica o observava em silêncio, o olhar afiado como uma lâmina, como se quisesse dissecar cada palavra que ele dissera, avaliando quanto havia de arrependimen
— Jaque… É isso mesmo que você pensa? — Perguntou Vinícius, com a voz rouca, quase inaudível.Jaqueline observava o choque estampado no rosto dele, e o sarcasmo em seus olhos só se intensificava.— A família Souza o abandonar não é mais do que o óbvio. Por que manteríamos perto de nós uma peça podre e fedorenta, arriscando que você arraste nosso nome para o ridículo?Cada palavra era um golpe.Uma sentença.Uma execução.Cada sílaba atingia Vinícius como uma marreta, esmagando o último traço de dignidade que ele ainda guardava.Ele sempre se achara estratégico, calculando cada passo, pesando cada benefício, perseguindo cada vantagem.Mas só naquele instante percebeu o tamanho grotesco do seu erro.Se ele se aproximara de Jaqueline com um propósito, Jaqueline também só o aceitara porque o via como uma aposta promissora.E, quando essa aposta perdeu valor, a família Souza não hesitou. Com um simples gesto, o retirou do tabuleiro sem olhar para trás.Vinícius Ribeiro.Que peso esse nome r
Último capítulo