Mundo de ficçãoIniciar sessãoSou Giselle, uma dona de casa de trinta anos. Meu casamento com Samuel parecia estável aos olhos de todos, mas nos últimos meses ele se tornou distante, frio e sempre ocupado.
Ler maisCapítulo 6Os dias seguintes foram silenciosos, mas esse silêncio já não me sufocava.Eu acordava cedo, abria as janelas e deixava a luz entrar. Cuidava do jardim aos poucos, sem pressa. Cada canto da casa parecia precisar de uma nova história, uma que não tivesse as marcas das mentiras de Samuel.Minhas amigas diziam que eu deveria comemorar a vitória no tribunal. Meus pais diziam que eu deveria descansar. Eu fazia um pouco dos dois, mas, acima de tudo, tentava me reencontrar.Aprendi que confiança não significa fechar os olhos para sinais claros. Aprendi que casamento não deve exigir que uma pessoa abandone a própria dignidade para preservar uma aparência de felicidade.E aprendi também que provas importam. Se eu tivesse agido apenas pela emoção, Samuel poderia ter virado a história contra mim. Mas, ao reunir documentos, mensagens, gravações e testemunhos, consegui proteger meu nome.A notícia do divórcio se espalhou entre conhecidos, e muitas versões surgiram. Algumas pessoas tentar
Capítulo 5O processo de divórcio começou poucos dias depois.Samuel tentou negar tudo. Disse que as fotos eram mal interpretadas, que o áudio estava fora de contexto e que as mensagens poderiam ter sido manipuladas.Mas as provas eram muitas.O advogado reuniu o histórico da câmera do carro, as fotos do hotel, as mensagens enviadas a Marcelo, os registros de transferência e a tentativa de armação diante das nossas famílias.Marcelo prestou depoimento. Admitiu que havia sido contratado para criar uma situação falsa, mas afirmou que recuou ao perceber a gravidade do plano.A amante de Samuel também acabou sendo identificada. Diante das provas, ela tentou se afastar dele, dizendo que não sabia de todos os detalhes. Ainda assim, as mensagens entre os dois mostravam que ela conhecia a intenção de me prejudicar financeiramente.Durante a audiência, Samuel parecia outra pessoa. O homem gentil e atencioso que eu havia conhecido desapareceu por completo. No lugar dele havia alguém irritado, de
Capítulo 4Alguns dias depois, Samuel me disse que receberíamos um convidado para jantar.Achei estranho. Ele quase nunca levava pessoas para casa. Sempre dizia que preferia separar trabalho e vida pessoal.Quando a campainha tocou, abri a porta e encontrei Marcelo.Ele me cumprimentou com formalidade:— Boa noite, senhora.Olhei de Marcelo para Samuel. Entendi imediatamente. Samuel estava tentando repetir o plano.— Desde quando vocês são amigos? — perguntei, fingindo surpresa.Samuel respondeu rápido demais:— Ele já trabalhou aqui. Achei que seria educado convidá-lo. Vá comprar vinho, quero recebê-lo bem.Eu aceitei, porque queria ver até onde Samuel iria.Quando voltei, o jantar já estava montado. Samuel insistiu para que Marcelo se sentasse perto de mim. Durante a refeição, Marcelo fazia comentários ambíguos de propósito, sempre alto o bastante para Samuel ouvir.Samuel fingia não notar.Em certo momento, Samuel me serviu uma taça e disse:— Beba um pouco. Não seja tão séria.Eu a
Capítulo 3A partir daquele dia, comecei a observar Samuel com mais atenção.Antes, eu acreditava que casamento precisava de confiança. Nunca havia mexido no celular dele, nunca havia questionado seus horários e nunca havia seguido seus passos.Mas agora eu tinha uma razão concreta para desconfiar.Samuel passava muito tempo digitando escondido. À noite, deixava o celular debaixo do travesseiro. Quando recebia ligações, ia para a varanda ou para o carro.Quando tentei verificar o aparelho dele, não encontrei nada. Todas as conversas haviam sido apagadas. O histórico de chamadas também estava limpo.Procurei um advogado e contei parte da situação. Ele foi direto:— As mensagens do jardineiro ajudam, mas não provam traição nem garantem divisão favorável de bens. Se quiser se proteger, precisa de provas mais fortes.Foi então que decidi mudar de estratégia.Passei a acompanhar Samuel sempre que podia. Levava almoço ao escritório, perguntava sobre reuniões e me oferecia para ir junto a com





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