Vinícius respirou fundo antes de continuar.
— Para que a empresa pudesse abrir o capital, eu machuquei a Cris. Traí o amor que ela tinha por mim. Agora eu entendo… Eu entendo o tamanho do meu erro. Eu espero que a senhora possa me dar uma chance. Só uma. Uma oportunidade de reparar o que destruí entre mim e a Cris. Quanto à auditoria… Eu sei que foi a senhora que… — Ele hesitou por um instante. — Que atuou por trás. E eu não a culpo. Eu mereci essa lição.
A emoção apertava sua garganta, deixando a voz embargada.
— Eu imploro… Me dê outra chance. Não é pela empresa. É por mim. Por um recomeço. Por uma oportunidade de ser alguém melhor. E, por favor… Por mim e pela Cris. Eu sei que não mereço. Mas eu… Realmente não consigo viver sem ela.
A sala ficou completamente silenciosa.
A única coisa que se ouvia era sua respiração acelerada.
Mônica o observava em silêncio, o olhar afiado como uma lâmina, como se quisesse dissecar cada palavra que ele dissera, avaliando quanto havia de arrependimen