— Jaque… É isso mesmo que você pensa? — Perguntou Vinícius, com a voz rouca, quase inaudível.
Jaqueline observava o choque estampado no rosto dele, e o sarcasmo em seus olhos só se intensificava.
— A família Souza o abandonar não é mais do que o óbvio. Por que manteríamos perto de nós uma peça podre e fedorenta, arriscando que você arraste nosso nome para o ridículo?
Cada palavra era um golpe.
Uma sentença.
Uma execução.
Cada sílaba atingia Vinícius como uma marreta, esmagando o último traço de dignidade que ele ainda guardava.
Ele sempre se achara estratégico, calculando cada passo, pesando cada benefício, perseguindo cada vantagem.
Mas só naquele instante percebeu o tamanho grotesco do seu erro.
Se ele se aproximara de Jaqueline com um propósito, Jaqueline também só o aceitara porque o via como uma aposta promissora.
E, quando essa aposta perdeu valor, a família Souza não hesitou. Com um simples gesto, o retirou do tabuleiro sem olhar para trás.
Vinícius Ribeiro.
Que peso esse nome r