— Alô? — repetiu César, a voz firme do outro lado da linha.
Mas Paloma não conseguiu responder. O choro, até então contido a duras penas, se derramou sem aviso, soluços engasgados que a sufocavam. Apertou o celular contra o ouvido, os dedos tremendo, enquanto tentava controlar a respiração. Impossível.
Do outro lado, houve silêncio. Silêncio que parecia pesar toneladas. Então, a voz dele surgiu, mais baixa, quase hesitante:
— Paloma…? O que aconteceu?
Ela tentou falar, mas as palavras se atrope