Paloma ainda estava sentada na cama, a mesma em que havia passado quase todo o dia, quando a porta se abriu. Seus olhos correram pelo quarto: o abajur ligado espalhava uma luz amarelada, revelando o lençol amassado e os travesseiros ainda úmidos de lágrimas. Ela ajeitou os cabelos com pressa, mas sabia que estava com o rosto marcado, o vestido simples amarrotado.
César entrou, carregando uma pequena caixa nas mãos. Parou diante dela, firme, mas com um certo desconforto estampado no olhar.
— Tro