O ar no apartamento ficara pesado, impregnado pelo som abafado de objetos sendo empacotados. Paloma sentia cada batida do seu coração como um tambor solitário contra suas costelas. Os homens continuavam seu trabalho silencioso, empilhando caixas com a eficiência fria de quem apenas cumpre ordens, alheios ao nó de desespero que se apertava no peito dela.
Seu lar, por mais modesto que fosse, o último refúgio que carregava seu cheiro e suas memórias, estava sendo sistematicamente desmontado diante