O apartamento estava mergulhado em silêncio quando o sol se pôs atrás dos prédios de concreto. Paloma não acendeu as luzes de imediato. Permaneceu sentada no sofá estreito, o rosto apoiado entre as mãos, tentando organizar os próprios pensamentos.
Durante o dia, havia recebido a ligação dele. A mesma voz autoritária, segura, anunciando que não aceitaria que o filho nascesse em São Paulo. Tinha falado em voltar para Cabeceiras, em contratos, em arranjos que soavam mais como fusões empresariais d