Paloma se desvencilhou do beijo como se tivesse levado um choque. O peito arfava, o rosto queimava e as pernas tremiam sob o peso de uma fúria que não sabia se era dirigida a ele ou a si mesma.
— Você não tem o direito! — disse, limpando os lábios com o dorso da mão, a voz trêmula de indignação.
César apenas sorriu, aquele sorriso frio, carregado de certeza masculina.
— Tenho todo o direito, Paloma. Você acabou de aceitar se casar comigo.
— Aceitei por obrigação, não por… isso. — As palavras qu