Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma escolha pode mudar o destino. Um segredo pode destruí-lo. Ou não. Larissa deixa o interior para trás e segue para o Rio de Janeiro com um segredo que pode mudar tudo: está grávida de seu melhor amigo, Diogo. Determinada a protegê-lo, ela decide enfrentar a gravidez sozinha, escondendo a verdade para que ele não abandone seus sonhos. Mas o Rio de Janeiro reserva surpresas. Ao conhecer os irmãos Gustavo e Gabriel, Larissa se vê diante de uma paixão avassaladora e um destino que pode mudar tudo. Gustavo, um homem marcado pelo abandono, encontra em Larissa a chance de amar novamente. Gabriel, um médico residente, se torna seu confidente e porto seguro. Enquanto Larissa luta para equilibrar a maternidade e a paixão, o passado insiste em bater à porta. Diogo, em Curitiba, segue uma vida de aparências, sem imaginar que a felicidade que busca pode estar onde ele menos espera. Entre jantares de luxo, revelações chocantes e o submundo dos desejos, todos os personagens serão testados. O amor é capaz de sobreviver à traição? É possível a morte ser a luz? Descubra uma história sobre o preço do silêncio, a força da amizade e a coragem de se permitir amar novamente. Porque com o amor, sempre há uma chance de começar de novo.
Ler maisLarissa Quando terminou de se despir, ficando apenas de cueca boxer preta, colocou-se entre minhas pernas e falou: – Larissa, eu sonhei tanto com esse momento, por tantos anos da minha vida… não tem ideia do quão linda está deitada nesta cama, sobre esses lençóis brancos com sua pele alva e seus cabelos escuros, parece um quadro pintado por um grande artista, esses seus olhos castanhos estão cheios de expectativa e medo, posso sentir, mas saiba que serei delicado e só farei o que você quiser, aliás, se quiser desistir pode falar que vamos embora agora. Não quero que faça nada que não queira, não iria nunca me perdoar, por não respeitar sua vontade. – falou, deixando em minhas mãos o poder de decidir. – Diogo, estou com medo sim, não vou negar, tenho medo do futuro e o quanto podemos sofrer depois disso, mas realmente neste momento o que mais quero é estar aqui e me entregar a você, ser sua sem pensarmos no futuro. Não foi isso que me prometeu para essa noite? Eu confio em você! –
Larissa – Sim! – foi só o que consegui murmurar. Um nó na garganta me impedia de dizer algo mais, mas estava indo de livre e espontânea vontade. Diogo não me forçava a nada. – Como? Eu ouvi direito? Você pode repetir? – falou, inacreditável que eu tivesse cedido aos seus encantos. – Sim! Eu disse sim, Diogo! – peguei seu rosto entre as mãos e o beijei depressa. Ele ficou paralisado. Tive que lhe dar outro beijo, mordendo levemente seu lábio inferior para tirá-lo daquele estado. – Você não vai se arrepender! Você jamais vai se esquecer desse dia. — disse, girando a chave na ignição e ligando o carro. Com certeza eu jamais esqueceria. O caminho até o hotel era ladeado de grama, pequenas plantas e pedras iluminadas com aconchego. Na recepção, um balcão de madeira decorado com arranjo de flores vermelhas nos recebia. A madeira dominava o ambiente, conferindo calor e elegante simplicidade. Diogo precisou convencer o gerente de que só ficaríamos aquela noite — eles insistiam no
Larissa(Trilha sonora - "Amor Não Vai faltar" - Bruno e Marrone/Anywhere For You - Back Street Boys)Saímos da pista de dança sem saber o que dizer.Era aquele silêncio específico de depois de um beijo que muda alguma coisa - o silêncio que existe porque as palavras não alcançam o que aconteceu e as duas pessoas envolvidas sabem disso e ficam andando ao redor da ausência de palavras como se houvesse uma forma de contorná-la.Fomos para o jardim. Era iluminado com aquelas luzes pequenas enfiadas nos galhos das plantas, o tipo de iluminação que transforma qualquer espaço em algo levemente mágico e que Serra sabia usar com naturalidade. As flores cheiravam. O ar estava mais fresco do que dentro do salão.Um garçom passou. Pegamos refrigerantes - eu porque não estava acostumada a beber, ele porque ia dirigir.Ficamos parados entre as flores. Não nos olhávamos diretamente, como dois que precisam de um momento pra reposicionar os eixos antes de continuar a conversa.Diogo foi o primeiro a
LarissaDiogo estava encostado no carro quando desci os degraus da varanda.Um metro e setenta e cinco, calça preta, camisa social, gravata e sapato social da mesma cor. Os cabelos cheios de cachos que ele nunca cortava curto o suficiente pro gosto da mãe. O rosto que eu conhecia de cor, de uma vida inteira de olhar — mas que naquela noite, com aquela roupa e aquela luz do poste da calçada criando sombras nos ângulos certos, estava completamente diferente.Ou talvez a diferença fosse em mim.Ele olhou quando eu saí pela porta. Ficou parado por um segundo, e naquele segundo eu vi algo nos olhos dele que eu raramente tinha visto — não o carinho de amigo que era constante e familiar, não a admiração de quem torce pelo outro, mas outra coisa. Algo mais fundo. Algo que eu reconheci com um desconforto delicioso que não esperava sentir.— Você está linda. — Me beijou a mão como um cavalheiro de filme antigo. Depois ficou bem perto e murmurou. — Corrigindo: você é linda.— Para com isso, Diog





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