POV Salvattore Bianchi
Três meses.
Noventa e dois dias.
Dois mil duzentos e oito intermináveis momentos de saudade.
Era assim que Salvattore contava o tempo agora. Desde que recebera a foto do filho, não havia mais nada. Nenhuma nova carta. Nenhum sinal de Rafaella. Nada além daquela imagem gravada na retina e no peito — Máximo, ainda recém-nascido, com os olhos de pedra azul e o nariz afilado como o dele.
Aquela foto já estava amassada de tanto ser tocada. Dormia com ela e quando acordava a co