A luz do fim da tarde atravessava os vitrais do antigo salão principal, tingindo as paredes em tons de âmbar e rubi. Máximo Bianchi, agora com dezoito anos, estava sentado à cabeceira da longa mesa de carvalho, com as mãos cruzadas diante de si e o olhar fixo nos dois homens que moldaram sua vida.
Matteo Bianchi — Don da família, seu padrinho e líder incontestável — permanecia de pé ao lado de Salvattore, o subchefe e pai de Máximo. O silêncio entre eles era espesso, pesado, como se antecipasse