A fronteira ficou para trás, mas o mundo diante de nós não parecia uma continuação.
Era outro lugar, outro tempo, talvez outra vida.
O ar tinha cheiro de chuva que ainda não caiu e terra que nunca foi tocada.
A luz não vinha do sol, e mesmo assim tudo brilhava, suave, pálido, como se o próprio ar fosse feito de prata dissolvida.
Caminhávamos em silêncio.
As pegadas que deixávamos se apagavam assim que o vento passava.
Nenhum som de pássaro, nenhum inseto.
Somente o farfalhar distante de folhas