A Lua Sangrenta dormia em silêncio.
Lá fora, o vento passava entre as copas das árvores, trazendo o cheiro da chuva distante e do metal fresco das armas recém-afiadas. A maioria dos lobos já havia se recolhido, preparando-se para a vigília da madrugada e para a guerra que viria, mas Petra ainda estava acordada.
Caminhava rápido pelos corredores de pedra, o rádio preso ao cinto, o casaco jogado sobre os ombros. O som dos próprios passos era a única coisa que quebrava o silêncio do abrigo. Quando