O hotel no interior ficara oficialmente reservado.
A data estava marcada.
Os fornecedores alinhados.
A família Vasconcelos em paz.
A mídia começava, finalmente, a se calar.
Era como se todos os elementos que antes pareciam ruínas agora se organizassem, peça por peça, até formar um caminho suave — um caminho que levava Clara diretamente ao futuro que ela jamais imaginou ter.
Era véspera de mais uma reunião importante do casamento quando ela e Henrique decidiram passar a noite no hotel.
Para respirar.
Para escolher detalhes do décor.
E, no fundo, para ficarem apenas os dois, longe de São Paulo, longe do barulho, longe dos olhos de todos.
O quarto deles era amplo, com uma varanda que dava para o lago iluminado pela lua.
Clara estava de costas para a porta, olhando o reflexo prateado da água quando ouviu Henrique entrar, parar atrás dela e encostar as mãos em seus ombros.
— Sabe o que eu estava pensando? — ele murmurou, sua voz baixa deslizando pela coluna dela.
Clara sorriu, já sentindo