A loja de vestidos ficava em uma rua tranquila dos Jardins, com portas de vidro que refletiam a manhã ensolarada e uma vitrine que mais parecia saída de um conto de fadas moderno.
Clara parou diante dela por um instante, respirando fundo, como se precisasse se preparar para algo maior do que simplesmente escolher um vestido.
Porque era maior.
Era o símbolo de uma nova história.
E, ao lado dela, Sônia Vasconcelos caminhava com passos suaves, elegantes — e uma expressão que misturava expectativa e algo mais raro: carinho.
— Está pronta? — Sônia perguntou, com um sorriso sutil.
Clara sorriu de volta.
— Acho que sim… mas meu coração está um pouco acelerado.
— Isso é normal — Sônia respondeu. — Quando escolhi meu vestido, minhas mãos tremiam tanto que a costureira achou que eu ia desmaiar.
As duas riram, e, por um segundo, parecia que a distância que sempre existira entre elas tinha desaparecido por completo.
A consultora abriu a porta da loja e as recebeu com um sorriso caloroso.
— Clara