A manhã seguinte chegou com uma luz suave atravessando as cortinas.
Clara acordou antes de Henrique, ainda aninhada contra o peito dele, sentindo o calor, o ritmo calmo, o descanso que só vinha quando o corpo se permitia existir sem medo.
Era estranho —
estranho e lindo —
acordar sem um peso esmagando o coração.
Sem o fantasma do passado tentando arrancá-la das próprias escolhas.
Henrique abriu os olhos devagar, e um sorriso surgiu no canto da boca, preguiçoso, íntimo, só dela.
— Bom dia, amor