Mundo de ficçãoIniciar sessãoClara Monteiro, 23 anos, aceita um emprego como babá acreditando ser apenas uma oportunidade temporária para mudar de vida. O que ela não esperava era ser contratada por Alexander Whitmore, um bilionário poderoso, reservado e emocionalmente inacessível, treze anos mais velho que ela, dono de uma mansão tão imponente quanto o silêncio que a habita. Alexander é viúvo e vive exclusivamente para proteger o filho, Theo, um bebê de um ano que se tornouou o centro de seu mundo. Desde a chegada de Clara, algo nele começa a sair do controle. Não é apenas a forma carinhosa como ela cuida de Theo, mas a presença suave e constante que invade sua rotina cuidadosamente blindada. Sob o mesmo teto, olhares se prolongam, silêncios falam alto demais e a tensão cresce a cada dia. Clara sente-se atraída por um homem que impõe limites rígidos, enquanto Alexander luta contra um desejo que jamais planejou sentir — muito menos por alguém que trabalha para ele. Entre regras, sentimentos proibidos e uma paixão que nasce no lugar errado, ambos precisarão decidir se vale a pena arriscar tudo por aquilo que não estava no contrato: o amor.
Ler maisAlexanderO salão imperial do clube estava impecável, exatamente como Clara havia planejado. O aroma das orquídeas brancas misturava-se ao som suave do quarteto de cordas, criando uma atmosfera de elegância que raramente me chamava a atenção, mas que hoje parecia certa. O foco, como deveria ser, era Theo. Meu filho estava radiante, passando de colo em colo entre os familiares e amigos mais íntimos, enquanto Clara se mantinha a poucos passos de distância, vigiando cada movimento dele com aquele instinto protetor que me fizera notar sua alma meses atrás.Ela se portava como a cuidadora dele, mas para os meus olhos, ela era a dona do ambiente. Usava um vestido que eu havia escolhido, algo que realçava suas curvas sem perder a classe, no primeiro de uma série de dias quentes do ano, mas ela insistia em manter a postura profissional, sempre atenta ao bebê, como se fosse o seu escudo.— Alexander, que festa maravilhosa! — A Sra. Sterling, uma das matriarcas mais influentes de Manhattan, apr
AlexanderEnquanto lavava as mãos após uma cirurgia, minha mente estava em Brooklyn Heights. Clara não cedia, e eu só queria entender o motivo. O que estávamos vivendo parecia incrível para mim, e não queria me gabar, mas muitas mulheres queriam estar no lugar dela quando eu não quis nenhuma. Aquela garota apareceu com seu jeito desafiador e sem nunca recuar, então começava finalmente a se fechar e temer alguma coisa, mas justo da forma que eu não queria.Clara esconderia suas verdades de mim por quanto tempo? Como eu a faria falar?— Doutor, o familiar da paciente está à espera para saber como foi a cirurgia. — A voz da minha assistente me pegou de surpresa.Virei-me para ela e desamarrei a touca descartável. Tirei a máscara e coloquei tudo no lixo, soltando um suspiro. Nenhuma operação difícil ou familiar preocupado me deixava tão inquieto quanto o silêncio de Clara.— Obrigado, Deera.Os passos dela ecoaram pelo piso vinílico e eu a segui até parte do caminho, virando no corredor q
Clara— Sua prima Sofia ligou. Está preocupada que você nunca responde as mensagens, não liga mais.Ouvi a voz da minha mãe ao longe. Meu olhar estava em Theo, erguido no sofá, andando para o lado como um caranguejo agarrado no tecido, parando às vezes para babar um pouco e me fazer rir. Encarei a tela à menção de Sofia. Eu andava fugindo dela, mas achei que esqueceria de mim com o tempo. Não aconteceu.— Ah, você sabe, mãe, estou envolvida com a festa do Theo. Meus dias têm sido curtos. Ele está prestes a dar seus primeiros passinhos. Sabe como é, tenho que prestar muita atenção. Não quero que se machuque.— Você me dá tanto orgulho. — Ela secou as mãos no avental. — Sabia que cuidaria de nós, mas não imaginei que cuidaria também de todos ao seu redor.— Você sabe que não é bem assim — falei, lembrando-a de que eu tinha uma relação controversa com o meu chefe e era somente uma babá.— Não te desmereça, minha filha.Theo soltou a mão direita, seu corpinho fofo envolvido por um macacão
ClaraO trajeto de volta do clube foi marcado por um silêncio que não era vazio, mas preenchido pelo som da respiração pesada de Alexander e pelo leve ressonar de Theo no banco de trás, ao meu lado. Eu olhava pela janela, vendo as luzes de Manhattan passarem como um rastro de estrelas caídas sobre o asfalto, sentindo o peso do visto de permanência dentro da minha bolsa — um papel que deveria ser minha liberdade, mas que naquele momento parecia uma âncora.Quando o SUV parou no pátio da mansão, Alexander não se moveu de imediato. Ele desligou o motor, e o silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor. Ele se virou para mim, a luz do painel esculpindo as linhas duras de seu rosto, tornando-o uma estátua de mármore e sombras.— Theo fará um ano em pouco tempo — ele disse, a voz baixa, vibrando no espaço confinado. — Estava pensando. Quero que você organize o evento, Clara. Quero que seja no clube.Senti o ar faltar. O clube. O lugar onde as mulheres me mediam com régua de ouro e as babás
AlexanderO silêncio no carro de volta para a mansão não era de paz; era o silêncio que antecede algo relevante. Eu sentia o peso do celular de Clara no bolso dela como se fosse uma bomba relógio. A ligação que ela recebeu martelava na minha cabeça.Assim que entramos, Leonor me puxou para o canto do hall, o rosto sério sob a luz do lustre de cristal.— Alex, você viu o que aconteceu no píer. Ela está escondendo algo. E as línguas já começaram a morder. — Ela me mostrou a tela do celular. Era uma mensagem de uma vizinha, uma das "matriarcas" da sociedade que frequentava o hospital.“Leonor, querida, o comentário no chá de hoje é que o seu irmão está vivendo um romance de cinema com a babá brasileira. Espero que seja apenas fofoca, seria péssimo para a imagem da fundação s
ClaraAcordei com a sensação de que o mundo tinha mudado de eixo. O sol de treze de março entrava pelas frestas das cortinas do loft, mas eu não estava lá. Estava na cama de Alexander, envolta no cheiro dele, sentindo a pele ainda sensível pelos eventos da noite anterior. No espelho do banheiro, eu vira as marcas — não apenas as físicas, mas a expressão de uma mulher que já não pertencia a si mesma.Alexander não estava ao meu lado, mas ouvi o som de risadas vindo do andar de baixo. Levantei-me, vestindo um robe de seda que ele deixara para mim, preto, com as iniciais AW gravadas nele em dourado, e desci as escadas devagar.Na sala de jantar, a cena era quase surreal. Alexander estava sentado no chão, sobre o tapete persa, com Theo. O cirurgião implacável, o homem que fode com fúri















Último capítulo