Então, o toque de um celular quebrou o silêncio. Alto. Invasivo. Ele tirou um aparelho de dentro de uma sacola no porta-luvas, e atendeu sem hesitar, e a língua que saiu de sua boca me fez piscar.
Era novamente romeno. Mas dessa vez eu não consegui identificar nada. Me amaldiçoei mentalmente por não ter participado de mais aulas no ensino médio.
As palavras saíam rápidas, ásperas, num tom de raiva contida. Ele não gritava, mas parecia estar perdendo a paciência com quem quer que estivesse do