A respiração me escapou por um instante, como se tivessem me acertado no peito. Assenti, engolindo em seco, e caminhei até lá com passos tensos, como se estivesse indo prestar contas de um crime que não cometi, ou pelo menos, não conscientemente. Ainda assim, o gosto amargo da culpa estava preso à minha língua.
A porta estava entreaberta, e quando bati levemente, ouvi a voz da madre Elisa:
— Entre, irmã Laura.
Empurrei a porta e dei um passo para dentro. O ar ali dentro parecia mais pes