O jipe da paróquia era velho, barulhento e cheirava a couro molhado. Ele já me esperava ao volante, com o capuz do casaco abaixado e o cabelo escuro levemente úmido. Os olhos cinzentos me fitaram por apenas um segundo, e isso bastou para que meu estômago revirasse.
— Bom dia, irmã — disse ele, com aquele sotaque leve, difícil de identificar, mas que me parecia mais europeu que qualquer outra coisa.
— Bom dia, padre Andrei.
Entrei no carro e puxei a porta com força, sentindo o estalo de