— Você não vai a lugar nenhum. — Ele disse, sua voz gélida como o gelo. Eu congelei, parada no lugar, a respiração acelerada. — Fique onde está. Não tente fugir. Ele pegou uma pequena seringa do balcão, a agulha brilhando sob a luz. Algo dentro de mim gelou ao ver o objeto.
Eu sabia que não havia mais escapatória.
Ele se aproximou, o olhar ainda carregado de desprezo. Eu queria gritar, lutar, mas meu corpo não respondia. Eu não tinha forças. Sentia a pressão da realidade esmagando minhas esperanças, todos os meus medos se tornando reais.
Com uma calma assustadora, ele pegou minha mão e a segurou com firmeza. Eu tentei puxá-la, mas ele me segurou com força, me impedindo de escapar. Seus olhos estavam fixos nos meus, como se me forçasse a entender o que estava acontecendo. Ele parecia quase prazeroso naquela situação.
— Você vai aprender, Laura. Vai aprender a lição que seu corpo precisa. — Ele sussurrou, e eu vi a seringa sendo trazida em direção ao meu braço. Eu tentei resistir, m