Eu sinto uma raiva crescendo dentro de mim, uma raiva que eu não sabia que era capaz de sentir por ele. Como ele pode me fazer isso? Como ele pode ser tão cruel?
— Pai… — Eu engulo a dor e falo com mais firmeza, embora minha voz ainda esteja fraca. — Eu tô grávida. Você não pode fazer isso comigo. — Eu balanço minha cabeça, reprimindo um soluço.
Ele me encara, e o desprezo nos olhos dele é tão intenso que eu sinto um calafrio percorrer minha espinha.
— Você é uma praga na nossa família, Laur