Mundo de ficçãoIniciar sessãoAntonella viveu sob regras e culpa… até cruzar o caminho de Ethan Blake, um CEO poderoso e mafioso implacável. Levado tudo dela em uma única noite, ele a arrasta para Los Angeles, onde ela se torna a babá de sua sobrinha — e a obsessão mais perigosa de sua vida. — Eu nunca serei submissa a você. — Você já é. Só não se deu conta disso.
Ler maisPOV Antonella
Eu estava nas últimas páginas de mais um dos meus romances eróticos, lidos às escondidas no celular , um dos meus pecados mais secretos. Meu pai, pastor da igreja da comunidade onde vivíamos, nunca poderia descobrir isso, ou eu seria severamente punida por ele, com o aval da minha mãe, tão religiosa quanto ele. Criada para ser pura e inocente, vestindo pijamas comportados e saias longas, eu escondia por baixo lingerie provocante e indecente, comprada secretamente . Depois, me recriminava por esse meu vício , por esse fogo que queimava dentro de mim, esse desejo pecaminoso de experimentar algo proibido, que eu sufocava com orações e culpa avassaladora. A cada página, um calor intenso invadia meu corpo. Sentia a umidade entre as coxas, bem no centro da minha intimidade, intocada . Fechava os olhos e me imaginava a garota do livro, perdendo a virgindade com um homem lindo e perigoso um homem que, do que tinha de bonito, tinha de perigoso , mas que a fazia sentir coisas proibidas, exatamente como eu sentia ali, entre as quatro paredes da nossa humilde casa nos fundos da pequena capela onde meu pai pregava. Meu corpo pegava fogo, o desejo me consumia, mas quando as coisas esquentavam demais, eu encerrava a leitura abruptamente, odiando-me por esse meu outro vício , que me fazia sentir suja, uma pecadora indigna de ser filha dos meus pais.Foi aí que ouvi gritos e tiros lá embaixo. Meu coração disparou. Mesmo com o corpo ainda mole de tesão reprimido, desci as escadas correndo e dei de cara com um homem de olhar gélido e cruel, cercado por vários outros. Ele era o único com o cano de uma pistola encostada na cabeça do meu pai, que estava sentado no sofá com um olhar apavorado, mas resignado, como se aceitasse o destino. Não entendi nada. Por que aquele homem alto, lindo e imponente , vestido em um terno elegante feito sob medida, com olhos azuis gélidos, ameaçava meu pai, um pastor de uma pequena comunidade que nunca fizera mal a ninguém? Quando consegui me mexer, corri para a minha mãe, que chorava muito e implorava para que ele não fizesse nada com meu pai. O homem parecia nem a enxergar. — Eu te avisei, Luigi, que custasse o que custasse, um dia eu ia te encontrar, seu ladrão miserável, e íamos acertar nossas contas — disse ele, com uma voz grave e autoritária que me fez sentir um arrepio de medo pelo corpo. — Quem é o senhor? O que está falando? Meu pai é apenas um pastor dessa comunidade, ele nunca fez mal a ninguém - foi tudo que consegui dizer, ainda abraçada à minha mãe.Então, aqueles olhos azuis gélidos e cruéis pousaram sobre mim, como se só agora ele percebesse que havia mais alguém na sala além dele e do meu pai, a quem parecia odiar com ódio mortal. — Ora, ora, vejo que tem uma linda ovelhinha vivendo ao seu lado, seu verme maldito. Certamente deve ser sua filha e a única coisa boa que já fez — disse o homem com um sorriso de escárnio e, depois de uma pausa, continuou com sua voz grave e imponente: — Aposto que essa ovelhinha com certeza não faz nem ideia do seu passado podre e de como você roubou milhões da minha máfia, jogou a culpa em um inocente que teve uma morte horrível porque todos achamos que era o ladrão ,matou outro que descobriu o roubo e fugiu se escondendo de pastor bonzinho, interessado apenas em salvar almas, sem saber que a sua você já tinha vendido pela melhor oferta. Disse isso com ódio e desprezo, sem tirar os olhos de mim. Então, deu uma coronhada com o cabo da pistola na cabeça do meu pai, fazendo-o cair a seus pés, e começou a chutá-lo com violência, acertando o rosto e o corpo com fúria descontrolada.Minha mãe e eu tentamos correr até ele, implorando para que parasse, mas os soldados dele nos impediram de nos aproximar. — Vamos, seu miserável, confesse para sua mulher e para a sua linda filha que você merece cada chute que te dei, e muito mais. Diga o quão desprezível você é, a ponto de roubar a máfia, culpar um inocente, matar quem descobriu e fugir como covarde! Admita que não passa de um maldito porco ganancioso e assassino! — esbravejou o homem, agarrando meu pai pelos cabelos ensanguentados pela coronhada, forçando-o a encarar a mim e à minha mãe. — Você vai confessar ou quer que eu te mate aqui agora, na frente delas, e cause um trauma que nunca mais vão esquecer? — esbravejou novamente, batendo com a cabeça do meu pai no piso frio e gasto da nossa casa. — Tudo bem, eu confesso. Ana, me perdoa. Antonella, me perdoa, filha. Mas tudo que esse homem está dizendo é verdade. Eu sou um ladrão e assassino, e não mereço o amor de nenhuma das duas, não mereço sequer a preocupação de vocês — disse meu pai com dificuldade, cuspindo sangue, nem conseguindo abrir os olhos inchados. — Luigi, eu não acredito. Não posso acreditar que o homem que escolhi para compartilhar a minha vida, para formar uma família, tenha feito algo tão perverso — disse minha mãe, entre lágrimas. — Eu sinto muito, senhora, pela sua escolha, mas ainda dá tempo de eu corrigir esse erro para a senhora. Vou lhe fazer um favor e apagar esse lixo da sua vida — disse o homem, engatilhando a arma e apontando para a cabeça do meu pai novamente. — Não, por favor! Se meu pai cometeu tamanha atrocidade, entregue-o para as autoridades e deixe que ele pague por seu crime — supliquei, desesperada. Eu agora sabia que meu pai não era nada do que acreditava, sabia que ele era um ladrão e assassino , ele mesmo confessara , mas ele tinha que pagar pelas mãos da justiça, não pelas mãos daquele homem. Ele não tinha esse poder, pelo menos era o que eu pensava — De onde eu venho, eu sou a lei e faço a minha própria justiça — disse ele, agarrando novamente a cabeça do meu pai e encostando a arma na nuca dele. — Chefe, perdão por interromper, mas será que, depois que acabar com esse verme e com a velhota, eu e os meus colegas podemos nos divertir com a princesa aqui? Ela muito gostosinha e com certeza deve ser virgem. Eu adoraria mostrar o que um homem de verdade faz com uma coisinha gostosa como ela — disse o brutamontes que me segurava, cheirando meus cabelos e apalpando um dos meus seios, me deixando enojada.Esfregou a ereção grossa e pulsante contra a minha pelve , o membro rígido roçando minha intimidade nua e molhada, e um gemido involuntário, gutural e desesperado, rasgou meus lábios .— Isso… geme para mim, ovelhinha — sussurrou, hálito quente me incendiando. — Tudo bem ser uma pequena devassa. Seu pai nem era pastor de verdade.Falou no meu ouvido, retirando minhas mãos que tentavam afastá-lo e prendendo-as acima da cabeça contra a parede com uma só mão forte , me deixando exposta, seios fartos e rosados arfando, mamilos duros como pedras implorando pela boca dele .— Nossa… como você é linda — murmurou, olhos azuis escuros de luxúria devorando cada pedacinho do meu corpo.— Começando por esses olhos esmeralda, com esse brilho de entrega e rebeldia… depois essa boquinha carnuda e gostosa que implora para ser beijada… e esses seios perfeitos, que parecem pedir pela minha boca.Mordeu o lábio inferior, puro tesão masculino explodindo, corpo gostoso pressionado ao meu, o membro lat
— Posso saber quem é você e o que estava fazendo saindo do quarto do meu noivo, e ainda por cima do pijama , mesmo que ele seja ridículo e horrendo? — perguntou, venenosa. Ela era uma morena , alta, esbelta e muito bonita. — Noivo? — repeti, sentindo o coração falhar uma batida. — Sim, noivo — respondeu com arrogância. — Ethan é meu noivo, meu pai foi um grande amigo do pai dele e estamos prometidos desde criança s, em breve, ele será meu marido. Então, sua coisinha insignificante, fique bem longe dele, seja lá quem você for ou eu arrancarei seus olhos . Eu nem me dei o trabalho de me importar com a ameaçada daquela louca e estava a digerir aquela revelação que me fez quando lhe dei as costas. No mesmo instante, senti ela agarrar meus cabelos loiros, desfazendo o coque que eu havia feito. Foi quando as portas do quero de Ethan se abriu e ele apareceu, vestindo apenas um roupão de banho. — Quer mandar essa louca me soltar?! — gritei, furiosa. — Porque, se não soltar, eu vou
Meu estômago se contraiu.Eu me senti como as mocinhas dos livros eróticos que eu lia escondida. Livros que estavam abandonados no meu celular, deixado para trás em casa, porque ele não me permitiu levar nada — nem roupas, nem lembranças. Foi então que me dei conta do quanto eu devia parecer ainda mais jovem usando aquele pijama de flanela. Recatado demais… e, ainda assim, despertando o desejo dele.— Se pensa que serei submissa a você, que farei tudo o que quiser só porque disse aquelas coisas para poupar a vida do meu pai, saiba que não cumprirei nada — declarei, com o coração batendo descompassado. — Assim como você não cumpriu quando prometeu e mesmo assim o matou.O sorriso dele desapareceu.— Não me lembro de ter prometido nada .Quer saber? Seu pai era um lixo. Merecia morrer — respondeu, com frieza.— E eu já perdi a paciência com essa sua língua afiada. Se não quiser que eu a corte, é melhor passar o Ele suspirou, impaciente, e então tirou um canivete debaixo da manga do pale
Ele deixou que eu descarregasse minha raiva por um tempo, apenas se defendendo dos meus golpes com facilidade, com um sorriso torto no rosto, como se a minha dor fosse entretenimento para ele . Até que se cansou.Com uma única mão, ele me dominou, me puxando contra o próprio corpo. A proximidade foi sufocante. Nossos corpos se encaixaram de um jeito pecaminoso, errado… e assustadoramente perfeito.— Já chega, ovelhinha. Seja uma boa menina ou, como seu novo senhor, terei que lhe ensinar bons modos aqui e agora, na frente da sua mãe e dos meus soldados — disse ele, com a boca perigosamente próxima da minha.Eu me senti estranha. Suja. Horrorizada comigo mesma.Porque meu corpo reagiu.Eu estava com raiva. Eu o odiava. Ele tinha acabado de matar meu pai. Mas, ainda assim, a proximidade dele me deixou excitada, quando eu deveria sentir apenas nojo.Parei de me debater. Abaixeis a cabeça, envergonhada de mim mesma.— Muito bem. Boa menina — disse ele, me soltando.Disse ele que entendeu mi
Assim que ele terminou de falar, ouvi o disparo. O corpo caiu pesado no chão, o sangue se espalhando rápido demais para eu conseguir processar. Minha mãe gritou, um som rasgado, quase animal. Eu não gritei. Fiquei muda. Paralisada. No fundo, havia algo vergonhoso ali: alívio. Aquele homem havia falado de mim como se eu fosse um objeto, algo que poderia ser usado, quebrado, descartado. Se o chefe permitisse, eu sabia exatamente o que ele faria comigo.— O próximo que ousar dizer uma merda dessas vai acabar igual a esse imbecil . — disse ele, com a voz fria, controlada. Ao ouvir ele dizer isso eu achei que pelo menos ele tinha algum sentimento bom dentro dele, mas assim que ele falou novamente mudei de ideia instante seguinte .___Sé alguém tiver que provar dos encantos da ovelhinha ,serei eu , ela é preciosa demais para pertencer qualquer outra que não seja eu.-Disse ele sem tirar os olhos dos meus , me fazendo sentir uma arrepio de medo por todo meu corpo ,mas também estava sentindo
POV Antonella Eu estava nas últimas páginas de mais um dos meus romances eróticos, lidos às escondidas no celular , um dos meus pecados mais secretos. Meu pai, pastor da igreja da comunidade onde vivíamos, nunca poderia descobrir isso, ou eu seria severamente punida por ele, com o aval da minha mãe, tão religiosa quanto ele. Criada para ser pura e inocente, vestindo pijamas comportados e saias longas, eu escondia por baixo lingerie provocante e indecente, comprada secretamente .Depois, me recriminava por esse meu vício , por esse fogo que queimava dentro de mim, esse desejo pecaminoso de experimentar algo proibido, que eu sufocava com orações e culpa avassaladora.A cada página, um calor intenso invadia meu corpo. Sentia a umidade entre as coxas, bem no centro da minha intimidade, intocada . Fechava os olhos e me imaginava a garota do livro, perdendo a virgindade com um homem lindo e perigoso um homem que, do que tinha de bonito, tinha de perigoso , mas que a fazia sentir coisa
Último capítulo