A manhã se arrastava feito uma maldição. O café estava amargo demais, minha cabeça latejava, e tudo dentro de mim gritava pela ausência dela.
Carol.
Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. Nem um sinal. Ela sempre respondia, mesmo que fosse só para brigar. Mas agora... silêncio.
Tentei me concentrar nos relatórios, mas o nome dela ecoava em cada linha que eu lia.
— Bom dia, chefe. — a voz de Giulia veio melosa, escorregadia. — Dormiu bem? Ou... sozinho?
Revirei os olhos e ergui a cabeça lentamente.