CAROL
A luz branca do hospital me cortava os olhos.
Abri as pálpebras devagar, como se o mundo fosse pesado demais pra encarar.
O teto parecia distante. Estéril.
Nada como o galpão… mas ainda assim sufocante.
Tentei respirar fundo.
Um erro.
A dor na costela latejou como um choque elétrico.
— Calma. Calma, Carol. — A voz dele veio antes do toque.
A voz que meu corpo reconhecia antes da minha mente.
Virei o rosto.
Christopher estava sentado ao meu lado, com as mãos entrelaçadas — e eu reconheci o