Fiquei um tempo ali, imóvel, abraçada ao próprio corpo como se pudesse conter tudo que estava se partindo dentro de mim.
Depois de um tempo — talvez horas, talvez dias — ele voltou.
Abriu a porta devagar, como se estivesse entrando num templo.
E me olhou com aquele brilho perturbador nos olhos, misto de obsessão e ilusão.
Fiz o que não queria fazer.
Levantei os olhos, deixei minha voz mais baixa, mais contida.
— Jake…
Ele parou. Aquilo o pegou desprevenido.
Eu nunca o chamei assim. Nunca com su