Mundo ficciónIniciar sesiónRose viveu sua vida inteira em um prostíbulo. nunca pensou que sua vida mudaria, até o lobo Cassius assassino reinvindicá-la. sequestrando-a. a partir desse momento, Rose não lutará apenas pela liberdade e descoberta pela verdade. mas pelo desejo e pela fúria do temido macho que veio tomá-la. — Eu sou o único motivo pelo qual você ainda está viva. — desafiou com o rosto praticamente colado contra o meu. Inclinei a cabeça… e pressionei ainda mais a lâmina. Ele fechou os olhos por um segundo… e os abriu lentamente. Eu o encarei sem receio. — Quer pagar pra ver? — disse sem qualquer medo e puro desafio. O jeito como ele havia me olhado naquele instante, despertou algo dentro de mim. Uma espécie de fome que eu nem sabia que tinha. Seus olhos desceram para os meus lábios. Ele passou a língua pelo lábio inferior. E eu quase desmaiei. Sua mão subiu do meu pescoço para meus cabelos, entrelaçando-se neles. Eu quase gemi. Seus quadris se moveram contra mim. Ele sequer estava se importando com a faca cravada em seu peito. Ele se inclinou. Afundou o rosto no meu pescoço. — P*rra… — murmurou, sem voz. Seus lábios tocaram minha pele. — Esse seu cheiro… me enlouquece fêmea. — sua voz rouca era o mais puro desejo físico. Ele lambeu a curva do meu pescoço. Fechei os olhos. Minha mão vacilou na faca. Eu não sabia se aquilo era estratégia dele para me quebrar ou efeito da erva. Só sabia de uma coisa. Eu não queria que ele parasse.
Leer más— Ajustem bem os vestidos, e não esqueçam de mostrar mais os seios. Os machos que vêm aqui querem ver as coisas. — Bercy, uma velha carrancuda de expressão séria, ordenou.
Ela se voltou para mim, o salão parecendo pequeno com seus olhos ríspidos em mim. Prontamente, segurou meu queixo e examinou meu rosto. — Que machucado é esse em seu rosto, Rose? Eliza, que estava no canto da sala, riu com as outras. — Eu caí, tia Bercy. — Caiu? — Sim. Ela bufou e olhou para Eliza, depois para mim. — Quão destrambelhada você é para cair e se ferir assim? — Sabe como ela é, tia Bercy. Sempre caindo, sempre se machucando. Sempre sendo a idiota. — zombou Eliza. Apertei as mãos sobre o colo. Queria tanto quebrar os dentes dela, fazê-la sentir dor. Mas eu não podia. Ela havia deixado claro o porquê. Bercy se afastou. — Não fique se machucando, Rose. Você é a joia preciosa do mestre Theodor. Eu não quero levar a culpa por nada. Assenti. — Hoje você ensinará as novatas sobre o salão. Explique a elas como funciona aqui. O que é esse lugar, Rose? — Uma casa de prazer. — Um prostíbulo — corrigiu ela, ríspida. — Fale o nome certo. — Sim, tia Bercy. Ela se enrijeceu. — E sem histórias tolas. Não encha a cabeça das novatas com mentiras. Ou você vai voltar para o porão. Estremeci. Eu tinha medo. Tanto medo daquele lugar. — Dispensadas. Seguimos todas para cima. A noite seria cheia e longa. A grande lua cheia era o período onde os lobos mais vinham o desejo por liberação era intenso, quase necessário. Enquanto subíamos as escadas, uma das meninas novatas se aproximou. Ela era pequena, de cabelos castanhos escuros. Tinha pena dela e das outras; aquele lugar era o inferno. — Por que não contou para a tia Bercy que Eliza bateu em você? Neguei com um leve sorriso, tentando ser casual. — Não foi nada. Eliza sempre faz isso. Eliza, na verdade, havia ameaçado trancar a jovem em um quarto com cinco lobos se eu a denunciasse, e eu não podia deixar que aquilo acontecesse. A menina segurou minha mão. — Me conte uma história. Abri um sorriso. — Já ouviu falar sobre os companheiros destinados? Ela negou com a cabeça. — Companheiros são nossas almas gêmeas, nossos amores destinados pelos deuses desde o nascimento. Eles vivem por nós, nos salvam. Chegamos até nosso quarto e começamos a arrumar as camas bagunçadas. — Sabe como encontramos nosso companheiro? Ela negou, sorrindo. — Sentimos um arrepio na espinha, quase como um puxão. E então… sentimos um cheiro específico e quase ancestral. A jovem parecia encantada com a ideia. — Eu tenho fé que um dia meu companheiro virá me salvar dessa vida. Você vai ver… e o seu também. Havia esperança em seus olhos sonhadores, e aquilo me alegrou mais que qualquer coisa. — Companheiros? — Eliza zombou da porta. Sobressaltei. — Isso não existe. Você sabe. É tudo mentira dela, garota. Vivemos em uma casa de luas e o reino está destruído. Você vai morrer aqui. Vi o medo tomar conta da jovem. Me pus em sua frente. — Deixa ela em paz, Eliza. — Ah, ou você vai fazer o quê? — Eu vou quebrar esses seus dentes tortos, sua vadia. Sem pensar, ela partiu para cima de mim, pronta para me bater. — Eliza! — uma voz rugiu da porta. Ela parou no mesmo instante. Liam estava ali. Seus olhos azuis me encontraram. Suspirei. — Saia daqui, Eliza. Ou meu pai vai saber que está agredindo sua favorita. Eliza me encarou com ódio puro e sorriu. — Você ainda vai perder. Quando seu ciclo chegar e você deixar de ser esquisita, vai servir lá embaixo. Vai se deitar com os lobos como todas as outras. E então… vai deixar de ser “especial”, vadia. Engoli em seco. Tudo em meu corpo tremia. As palavras dela eram como lâminas. — É o que veremos. — sussurrei. Ela se foi. Liam me encarou. — Obrigada, Liam. — disse antes que ele se fosse. Devagar, ele se voltou para mim e assentiu. Eu odiava como ainda ficava vermelha em sua presença. Mas eu ainda tinha esperanças que ele… seria meu herói. --- A noite caiu sobre a Casa de Luas, e lá embaixo eu já podia ouvir o som dos lobos chegando, todos ansiosos por desejo e luxúria. Pus meu vestido e, em seguida, meu capuz sobre a cabeça. De repente, Theodor entrou no quarto. Sua postura elegante, rosto rígido e cabelos loiro-brancos. Aproximou-se de mim e tocou meu rosto. — Como combinado de sempre, fique em seu canto. Se algum lobo se aproximar, converse com ele, deixe que ele sinta o cheiro do seu dom. Minha garganta oscilou; um enjoo me tomou quando ele me tocou. — E se ele me quiser, mestre? — Não vai. Você é feia, magra, pálida. Mas eles gostam de conversar com você. E isso é bom. Vá. E não mostre seus cabelos. As palavras dele já não me machucavam mais. Eu sabia meu lugar. E era bom não ter que me deitar com ninguém. Alguns lobos, às vezes, vinham até mim, mas só queriam conversar. E, por alguma razão, sentiam-se melhor em minha presença. O salão estava cheio de machos; o cheiro de luxúria era forte e enjoativo. Segui até meu canto no salão escuro, sentei-me em uma mesa vazia, como sempre. Após alguns minutos, um lobo se aproximou. Estava bêbado, alto e rústico. Sentou-se ao meu lado. — Por que está de capuz, fêmea? — É surpresa. — tentei brincar. Ele tentou agarrar meu capuz, mas me afastei. O macho me fitou de cima a baixo. Seu cenho se franziu como se tivesse sentido algo. Estremeci; havia acontecido alguma coisa. — Você tem um cheiro diferente, fêmea. — É apenas… — Venha. Ele levantou-se com um sobressalto. Confusa, me empertiguei, buscando por Theodor. Aquilo nunca tinha acontecido. Ele agarrou minha mão, fazendo-me levantar. — Espere, por favor. — Não tem o que esperar. Eu quero você. Do outro lado do salão, Eliza no colo de um lobo, sorriu vitoriosa. Aquilo… era um plano dela? Tentei me afastar. Até que o macho parou de repente. Alguém tomou sua frente. Talvez fosse Theodor, mas eu olhei e não era. Era uma figura alta, encapuzada. Ele se colocou entre nós, impedindo a passagem do macho. — Sai da frente, caramba. O estranho ergueu a cabeça, olhando diretamente para o que me segurava. E algo quase ancestral gelou meu sangue. Tudo em mim ardeu e paralisou. — Eu quero ela. Disse o estranho e sua voz fez todo o salão parar.Klaus*Havia mais corpos espalhados pelo pátio do que eu podia contar. Todos dilacerados.Não tinha sido difícil acabar com cada um daqueles bastardos, mas tinha algo muito errado.Nem Fall, nem Castar haviam aparecido para lutar. E já fazia algum tempo que eu não via nenhum dos dois.— Tirem esses malditos corpos daqui. Queimem tudo em uma única pilha.ordenei enquanto seguia até minha sala.— Digam a Doretha que quero vê-la.Eu estava de costas, encarando a janela. Uma leve garoa caía lá fora, mas minha cabeça não parava de pensar.Ainda fedendo a sangue seco daqueles desgraçados, e aquela merda toda me incomodava.Quando então a porta da sala se abriu.E imediatamente senti seu cheiro, antes mesmo de me virar.— Queria me ver, alfa?— Feche a porta.Ela assentiu e obedeceu, fechando-a devagar.Lentamente, me voltei para ela. Encontrei seus olhos fixos em mim e aquela expressão que eu sabia esconder muito mais do que revelava.— Você viu os corpos lá fora?— É impossível não ver.—
Fall*Meu corpo ficou tenso no mesmo instante em que o nome dela saiu de sua boca. Minhas patas se cravaram no chão de terra."Foi Eleonor."O encarei com ferocidade.Aquilo era mentira. Jamais seria verdade.Eleonor era boa. Gentil de uma forma que ninguém mais conseguia ser.Aquele bastardo estava tentando me enganar.Sem demora, saltei contra ele transformado.Com os olhos arregalados e a respiração acelerada, ele jogou a espada longe e tentou se transformar.Mas antes que conseguisse completar a mudança, abocanhei seu braço, tentando quebrá-lo.Liam, porém, foi rápido. E inteligente.Acertou um chute firme em meu focinho e conseguiu se soltar, saltando para trás.A chuva voltou a cair.Meus olhos encontraram Rose novamente, caída perto da árvore.Eu queria correr até ela.Mas tinha algo que precisava fazer antes. Aproveitando minha distração, Liam se transformou e me atacou direto no pescoço, uivei.Sem demora, começamos a lutar.Presas, patas.Mordidas rasgando carne.Sangue se m
Fall*Um calafrio cortante atingiu meu corpo e, por alguns instantes, não consegui me mover.Não consegui sair do lugar porque estava apavorado.Apavorado como há muito tempo não ficava.Minha respiração falhou e, antes que eu pudesse pensar, meus pés se moveram rapidamente até seu corpo.Caí ao seu lado. Minhas mãos foram imediatamente para seus ombros.Eu precisava sentir seu coração batendo. Precisava escutar.Ela não podia...Não podia estar morta.Mas assim que minha visão turva se estabilizou e consegui enxergá-la melhor, notei que aqueles eram cabelos loiros.E aquela fêmea em meus braços não era Rose.— Amélia? — questionei, ainda tremendo.Ela arfou. Seus olhos estavam fechados, e havia um grande hematoma arroxeado ao redor de um deles.Ela havia levado um soco direto.De repente, Castar surgiu na porta do quarto.Estava coberto de sangue, e seus olhos recaíram imediatamente sobre ela.— Porra, o que você fez?Correu até nós e se agachou, praticamente tirando-a dos meus braç
Fall*Não sabia ao certo por quanto tempo havia ficado sentado naquela cadeira, naquela maldita sala fechada.Só sabia que uma tempestade intensa caía lá fora, e minha mente era um turbilhão de pensamentos.E todos eles tinham o nome de Rose.Quando saí da sala, olhei para a escada acima. A escada que levava até seu quarto.Por alguns instantes, pensei em subir.Em ir até ela e...Eu tinha que parar com essa merda.Tinha que parar de me sentir assim em relação a ela. Eu já nem sabia mais o que estava fazendo.Eu tinha um objetivo claro. Resgatar Eleonor.Mas agora...Eu parecia preso em uma maldita teia de aranha.E todos os caminhos que eu pensava só me levavam para uma única direção.Lentamente, e cansado, desci as escadas até a sala de baixo. Precisava beber alguma coisa. Nublar meus malditos sentidos e tentar esquecer.Mesmo que fosse só por um instante.Assim que entrei na sala de Klaus, avistei Castar sentado à mesa, bebendo diretamente de uma garrafa de vinho.Fiquei parado na
Último capítulo