Mundo de ficçãoIniciar sessãoHá décadas, Cassius — um alfa temido e reverenciado — carrega nas costas uma maldição impiedosa, lançada pela própria Deusa da Lua. Condenado a viver entre o controle e a selvageria, ele aguarda, contra sua própria vontade, a única salvação possível: sua companheira predestinada. Quando finalmente sente o vínculo despertar, tudo o que encontra é… uma humana. Amália. Frágil. Comum. Inadequada. Ou pelo menos é o que Cassius insiste em acreditar. Cego por seu orgulho e pela descrença, ele rejeita a ideia de que uma simples humana possa ser a chave para quebrar a maldição que o consome há anos. Agora, entre segredos ancestrais, instintos incontroláveis e um destino traçado pelas sombras da lua, Cassius terá que escolher — continuar lutando contra o que sente… ou aceitar que sua redenção pode estar justamente naquilo que ele mais desprezou.
Ler maisAMÁLIAUm ano havia se passado desde o nosso casamento.Às vezes eu ainda me pegava observando a aliança em meu dedo, lembrando de tudo o que havíamos enfrentado para chegar até ali. Parecia uma vida inteira... e, ao mesmo tempo, apenas um piscar de olhos.No campo de treinamento, os trigêmeos enfrentavam Cassius com uma determinação que fazia qualquer guerreiro experiente arregalar os olhos.Apesar da pouca idade, seus movimentos eram precisos. Eles alternavam entre a velocidade e os instintos naturais de seus lobos e a magia herdada da Filha da Lua. A combinação era devastadora.Um segundo estavam correndo pelo campo.No outro, rajadas de energia prateada explodiam ao redor deles, obrigando Cassius a se esquivar enquanto ria.O crescimento dos lobos sempre foi diferente do dos humanos. Mas, sendo descendentes diretos da Filha da Lua, nossos filhos se desenvolviam em um ritmo ainda mais impressionante.Eu sorri.— Astrid... vamos?Minha loba respondeu imediatamente.Em questão de se
CASSIUSNunca imaginei que alguns minutos pudessem parecer uma eternidade.O grande salão da alcateia havia sido transformado para aquela ocasião. Centenas de flores brancas e prateadas ornamentavam o corredor central, enquanto fitas de seda desciam das enormes vigas de madeira. Cristais pendiam do teto, refletindo a luz do sol que atravessava as janelas e espalhando pequenos feixes prateados por todo o ambiente.Era como se a própria Lua tivesse deixado um pedaço de seu céu ali.À minha frente estava o altar ancestral, construído em pedra branca e marcado com os antigos símbolos da Deusa Lua. Sobre ele ardia o Fogo Eterno, uma chama prateada que jamais se apagava e que testemunhava as uniões dos Alfas havia gerações.Toda a alcateia estava presente.Benjamin permanecia ao meu lado, impecavelmente vestido, com um sorriso orgulhoso. Gustavus ocupava o outro lado, embora seus olhos insistissem em procurar Olivia entre os convidados. Quando a encontrava, ela retribuía discretamente o olh
CASSIUSA manhã do nosso casamento amanheceu diferente.O sol atravessava as cortinas do quarto em feixes dourados, iluminando cada detalhe do lugar, mas nem toda aquela luz era suficiente para acalmar a tempestade dentro de mim.Eu, que jamais havia tremido diante de uma batalha, de uma guerra ou de um inimigo, estava nervoso.Muito nervoso.Respirei fundo enquanto ajustava pela terceira vez a gravata do terno preto perfeitamente alinhado ao meu corpo. Sobre a cama repousava uma pequena caixa de veludo azul-marinho. Passei os dedos sobre ela por alguns segundos, tentando controlar a ansiedade.Dentro estava um dos objetos mais preciosos que eu possuía.Uma suave batida interrompeu meus pensamentos.— Entre.Gustavus abriu a porta e sorriu ao me encontrar parado diante do espelho.— Alfa Cassius... precisa de alguma coisa?Balancei a cabeça com um sorriso discreto.— Hoje não existe Alfa. Só Cassius. Você é meu melhor amigo, Gustavus... praticamente um irmão.Ele relaxou imediatamente
AMÁLIASe alguém me dissesse, alguns meses atrás, que eu estaria planejando meu casamento enquanto embalava três bebês nos braços, eu teria dado risada.Agora, porém, aquela era a minha realidade.E, estranhamente...Era perfeita.---— O da esquerda acordou.Abri um olho, ainda sonolenta.— Qual deles é o da esquerda?Cassius riu.— Boa pergunta.Sorri antes mesmo de abrir os olhos completamente.Nossos trigêmeos tinham pouco mais de dois meses e já haviam aprendido a nos vencer pelo cansaço.Kael era o mais tranquilo.Aurora tinha um pulmão que faria qualquer guerreiro recuar.E Theo...Theo simplesmente parecia acreditar que dormir era uma enorme perda de tempo.— Acho que é o Theo... — murmurei.No mesmo instante outro choro ecoou pelo quarto.Cassius suspirou dramaticamente.— Esquece. Agora são dois.Comecei a rir.— Bem-vindo à nossa vida.Ele se aproximou da cama e beijou minha testa.— Ainda é a melhor vida que eu poderia ter.Meu coração aqueceu.Ainda me surpreendia o quant
Último capítulo