Mundo de ficçãoIniciar sessãoHá décadas, Cassius — um alfa temido e reverenciado — carrega nas costas uma maldição impiedosa, lançada pela própria Deusa da Lua. Condenado a viver entre o controle e a selvageria, ele aguarda, contra sua própria vontade, a única salvação possível: sua companheira predestinada. Quando finalmente sente o vínculo despertar, tudo o que encontra é… uma humana. Amália. Frágil. Comum. Inadequada. Ou pelo menos é o que Cassius insiste em acreditar. Cego por seu orgulho e pela descrença, ele rejeita a ideia de que uma simples humana possa ser a chave para quebrar a maldição que o consome há anos. Agora, entre segredos ancestrais, instintos incontroláveis e um destino traçado pelas sombras da lua, Cassius terá que escolher — continuar lutando contra o que sente… ou aceitar que sua redenção pode estar justamente naquilo que ele mais desprezou.
Ler maisCASSIUSQuando Amália começou a relatar o sonho, senti meu corpo inteiro tensionar.Cada detalhe que saía de seus lábios parecia impossível demais para ser ignorado. A clareira. As flores. A sensação estranha que ela descrevia. Não parecia apenas um sonho. Havia algo ali. Algo antigo. Sobrenatural.Fechei os olhos por um instante e chamei Gustavus através da ligação mental.— Gustavus, preciso que descubra tudo sobre Sylvia Foster.A resposta veio imediata.— Sim, Alfa Cassius.— Quero esse relatório ainda hoje. Não importa como.— Entendido.Quando Amália mencionou a clareira novamente, senti Demétrius despertar dentro de mim de forma abrupta.— Cassius… eu sei onde fica esse lugar.Minha respiração falhou por um segundo.Demétrius raramente demonstrava tanta certeza sobre algo. E, acima de tudo, eu confiava nele. Sabia que jamais colocaria nossa companheira em perigo.Voltei meu olhar para Amália e me aproximei.— Venha. Vou levar você até lá.Ela hesitou por um instante antes de su
AMÁLIA Senti meu corpo estremecer ao ouvir aquelas palavras tão intensas.Aproximei-me lentamente de Cassius e depositei um beijo suave em seus lábios. Ele correspondeu de forma avassaladora, tomando minha boca para si enquanto suas mãos desciam pela minha cintura, quentes e firmes, como se já conhecessem perfeitamente cada parte de mim.O mundo ao redor simplesmente desapareceu.Por um instante, éramos apenas nós dois.Mas ao notar a presença de alguns empregados passando pelo jardim, Cassius foi se afastando devagar, claramente contrariado por precisar interromper o beijo.Sorri ao perceber aquilo.— Cassius… tenho uma confissão para fazer.Senti minhas bochechas queimarem imediatamente. O que eu tinha para dizer era absurdamente vergonhoso.Os olhos dourados suavizaram ao me encarar.— Você pode me contar tudo, Amália. — Ele acariciou meu rosto com delicadeza. — Estou aqui por você… para você. Sempre, minha pequena.Respirei fundo.Fiz mais rodeios do que gostaria até finalmente c
AMÁLIA E CASSIUSAcordei em um sobressalto, ofegante, como se estivesse emergindo das profundezas de um pesadelo. Meu peito subia e descia rapidamente enquanto eu tentava puxar ar para os pulmões.Aquele sonho havia sido intenso demais.— Amália! — Cassius segurou minha mão imediatamente, os olhos dourados carregados de preocupação. — Você está bem?Seu toque quente me trouxe de volta à realidade.Olhei para ele por alguns segundos, apenas absorvendo sua presença. O jeito como me observava… como se tivesse passado horas temendo me perder.Sorri de leve.— Sim, Cassius. Estou bem… muito bem.Seu semblante pareceu suavizar instantaneamente.— Você parece melhor. — A esperança em sua voz era quase palpável. — Como está se sentindo essa manhã?Pisquei algumas vezes, percebendo algo estranho.Eu realmente me sentia bem.Sem dor.Sem febre.Sem aquela exaustão esmagadora.— Me sinto ótima… forte como um touro.No exato instante em que terminei a frase, minha barriga roncou alto.Levei a mão
AMÁLIA Acordei e tudo o que consegui enxergar foi uma luz extremamente clara, límpida, quase ofuscante. À medida que fui me sentando na cama, observei ao meu redor, tentando entender onde estava. Tudo parecia branco demais, luminoso demais. Mas, ao me levantar, percebi que aquilo não era um quarto. Aquela luz intensa lentamente deu lugar a uma clareira no meio da floresta. Um lugar lindo… completamente desconhecido para mim. Havia árvores majestosas por todos os lados, altas e antigas, suas folhas dançando suavemente com o vento. No centro da clareira, a grama era alta, muito verde, coberta por pequenas flores silvestres — minhas favoritas. O lugar transmitia uma paz reconfortante, quase sobrenatural. Como se toda a dor que eu havia sentido antes tivesse simplesmente desaparecido. Não havia febre, nem fraqueza, nem aquela angústia sufocante que vinha me consumindo. — Eu morri? — me perguntei em voz baixa, sentindo um arrepio percorrer meu corpo. — Não, Amália querida. Você não
Último capítulo