O carro deslizava pelas ruas quase desertas da cidade, o ronronar do motor ecoando entre os prédios silenciosos. As fachadas antigas, manchadas pela ação do tempo, pareciam observar tudo com olhos cansados. Acima delas, o céu exibia um azul sujo, riscado por nuvens espessas que, lentamente, engoliam a luz do sol. A promessa de uma tempestade pairava no ar — uma daquelas que varrem certezas, lavam segredos e arrastam o que encontram pela frente.
Na direção, o motorista permanecia impassível. O ma