Quando Dante retornou ao quarto, o ambiente parecia envolto por uma penumbra suave, com as cortinas entreabertas permitindo que a luz pálida da lua escorresse pelo carpete como um véu prateado. O som distante do vento sussurrava através das frestas da janela, como se o próprio mundo prendesse a respiração.
Elena estava ali, confortavelmente instalada em sua poltrona favorita, com as pernas encolhidas sob o tecido macio, parecendo dona do lugar. Seus olhos — de um azul penetrante — o observavam