Assim que o primeiro raio de sol atravessou as pesadas cortinas do quarto, o celular de Dante vibrou com o alarme habitual sobre a mesinha de cabeceira. O som era suave, programado para não ferir os ouvidos — como tudo que envolvia sua rotina meticulosa. Sem sequer olhar o visor, ele esticou o braço e desligou o aparelho com um toque automático, permanecendo deitado, os olhos fixos no teto acima de si.
Aquela manhã, diferente das outras, não lhe trouxe paz.
Seu peito pesava com estratégias e pe