Mundo ficciónIniciar sesiónO namoro puro e doce de dois jovens traz a tona o que se chama de puro amor. Mas o destino traz consigo algo doloroso que termina em tragédia. Tentando recompensar, o destino traz de volta amores perdidos, família, laços e o amor que se foi, batendo no peito de alguém por a mesma pessoa. É possível que o destino possa ter esse poder? Dar para se apaixonar duas vezes pelo mesmo coração? o coração reconheceria aquele amor perdido? O amor pode reconhecer algo assim?
Leer másEssa história é autêntica e pessoal. Não há autorização para cópias ou plágios.
Portanto desde já, aviso que que essa história é para leitores maiores de 18 anos. Contém conteúdo +18. Autora: Luccy Caroline (pseudônimo) O Amor Que Me Encontrou Duas Vezes Átila Willman é uma jovem de 19 anos, perdidamente apaixonada por seu namorado, Alex Benatt. Os dois têm praticamente a mesma idade, com apenas um mês de diferença. Filha de Bernard e Lauryn, Átila tem um irmão mais velho, Aquila. A família é bastante unida, sempre valorizou suas origens e tudo o que enfrentaram para alcançar uma vida financeira confortável. Juntos, cultivam tradições simples: refeições em família, conversas na varanda aos domingos e até as brincadeiras bobas que arrancam risos inesperados. Átila concluiu o ensino médio há dois anos. Há dois meses, inscreveu-se em três faculdades e, após ser aprovada nas provas, aguarda ser chamada para decidir em qual ingressar. Alex, por sua vez, já iniciou a faculdade de Medicina — seu grande sonho. Mesmo com a rotina puxada, ele se esforça para ver Átila todo final de semana. O amor deles se alimenta da saudade, dos sorrisos em videochamadas, dos planos trocados por mensagens de voz. Aquila cursa Arquitetura ao lado do melhor amigo, Zaac. Eles sonham em ser os melhores arquitetos que a cidade de Jhocabam já viu. Apesar de curtirem uma balada, Aquila é apaixonado por Suzanny, prima de Zaac. Ela mora fora, mas sempre que pode, visita os pais de Zaac, Mulan e Santiago. Cada vez que ela chega, o coração de Aquila acelera, embora ele finja naturalidade. Zaac é filho único, um rapaz bom e humilde, que ajuda os pais em tudo. Porém, nos últimos tempos, anda se sentindo mal, mas insiste em não ir ao médico. _Eu tô bem, não quero que se preocupem! _ Mano, você precisa entender que eu e seus pais nos importamos com você. Deixa de teimosia e vai ao hospital fazer um check-up. _Falou Aquila preocupado com o amigo Zaac apenas revira os olhos e se senta na carteira, jogando a mochila ao lado. Aquila o observa com expressão séria. No fundo, sentia medo — medo de que fosse algo grave e de que estivesse perdendo o amigo aos poucos. (Cena com Átila e Alex) _Amor, tô com tanta saudade… você nunca tem férias! _ Também tô com muitas saudades, meu amor. Mas minhas férias só chegam mês que vem. Prometo que o final de semana vai passar rapidinho. Alex fala passando a mão no cabelo e rindo para tela do celular. _ Se não chegar logo, vou te visitar. _ Dengo, já faz um ano que a gente namora… já devia ter enjoado de mim! Átila rir abafado. _Jamais abusaria do amor da minha vida. E você? Tá conhecendo umas patricinhas por aí, é? _ Amor… só tenho olhos pra você, minha vida. Não tem ninguém aqui que eu olharia do jeito que você está pensando. _Eu te amo. Ela fala isso como se tivesse confessando a coisa mais importante de toda a vida dela. _Também te amo, minha vida. Átila suspira fundo e adormece, com o coração em paz. Deitada na cama, abraçada ao celular, imaginava o rosto de Alex, sua risada e o abraço que tanto lhe fazia falta. (Cena com a família) Na manhã seguinte, Aquila acorda, faz sua higiene, toma banho e desce. Logo depois, Átila aparece — também já acordada, mas ainda de pijama, com o cabelo preso de qualquer jeito. _ Chatinha, você não vai trabalhar hoje? Aquila desce implicando com a irmã. _ Ai, meu Deus! Hoje é meu primeiro dia na ONG! Que horas são? Tô atrasada! Essa droga de alarme não funcionou! Aaaaaah! Sem tempo nem para o café, ela corre pro banho. Sai voando, pega uma maçã e grita: _ Maninho, me leva até o quinto quarteirão? _Demorou. No carro, Aquila lança um olhar protetor para a irmã. _Vai com calma, tá? E me avisa quando sair. _Pode deixar! Te amo, bobão. ( Final da tarde) Átila: Oi, mamãe! Lauryn: Oi, filha! Como foi seu dia? Átila: Foi ótimo, mãe. A coordenadora me apresentou todo mundo, e conheci crianças incríveis. Já tô ansiosa pro próximo dia! Lauryn: Fico tão feliz por você, meu amor. ( Durante o jantar) Todos reunidos à mesa, rindo e dividindo histórias do dia. Aquila: E aí, como foi o trabalho, maninha? Átila: Perfeito. Cansei, mas foi aquele cansaço bom, sabe? Os dias seguiram, e Átila e Alex continuavam se falando todos os dias. O amor entre eles só crescia — firme, doce e verdadeiro, como no primeiro olhar, como nas promessas sussurradas entre um “te amo” e outro.Zaac havia chamado Átila para ir até sua casa.Ela vestiu uma roupa simples, mas pensada — uma blusa leve, jeans e um cuidado discreto no cabelo. Não era vaidade, era preparação. Como se, de alguma forma, ela soubesse que precisava estar… correta. Aceitável. Respirou fundo antes de sair com ele.— Mamãe vai fazer um jantar especial hoje — disse Zaac, animado, com aquele sorriso fácil que sempre a acalmava. — A minha comida preferida!Átila permaneceu em silêncio, olhando pela janela enquanto o carro avançava. As casas passavam como borrões, mas os pensamentos não.— O que foi? — ele percebeu, diminuindo um pouco a velocidade. — Você tá quietinha…Ela demorou alguns segundos antes de responder, como se organizasse o que sentia.— A gente sabe que sua mãe não gosta muito da minha companhia — disse, sincera, sem olhar pra ele.Zaac soltou um pequeno suspiro, já esperando por aquilo.— Amor, esquece o que ela disse naquela época. Ela só estava preocupada comigo.Átila respirou fundo, apo
Helena acordou no hospital com uma sensação estranha, como se estivesse voltando de muito longe. O cheiro de antisséptico invadia suas narinas, e o som ritmado de aparelhos ao redor criava um silêncio inquietante. Sua cabeça parecia pesada, e por alguns segundos ela não soube exatamente onde estava.Foi quando sentiu algo quente envolvendo sua mão.Virou o rosto lentamente e encontrou Gabriel ali, sentado ao lado da cama, com os olhos fixos nela — cansados, mas cheios de alívio.— Gabriel…? — a voz saiu fraca, quase um sussurro.Ele se inclinou imediatamente, apertando de leve a mão dela, como se tivesse medo de soltá-la e ela desaparecer de novo.— Amor… que bom que você acordou. — Ele deixou escapar um suspiro que parecia estar preso há horas. — Como você se sente?Helena piscou algumas vezes, tentando organizar os pensamentos.— Cansada… — murmurou. — Mas… por que estou aqui?Gabriel hesitou. O olhar dele mudou por um instante, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado
Naquele dia, tudo amanheceu com uma normalidade quase irritante — o sol atravessando as frestas da janela, o barulho distante de carros começando a circular, o mundo seguindo como se nada estivesse prestes a ruir. Mas, para Milly… ou melhor, Helena, havia algo deslocado no ar. Uma tensão invisível, quase palpável, como se o tempo estivesse prestes a quebrar. A doença não estava indo embora. Os sintomas persistiam, silenciosos, insistentes — e isso era o suficiente para incomodar Neytan. Ele não aceitava aquilo. Para ele, fraqueza era falha. Falha era perda de controle. E perda de controle… era inadmissível. Foi esse o ponto de ruptura. Helena sentia isso no olhar dele, na forma como ele a observava — não com preocupação, mas com impaciência. Como se ela fosse um problema a ser resolvido, não uma pessoa. E, a partir dali, ela entendeu: precisava sair. Mesmo que isso custasse caro. — Amor… e agora? — Rodrigo perguntou, a voz carregada de preocupação, enquanto caminhava de um
PARTE 1 A garota com quem Alex fizera amizade apareceu na ONG. Átila reconheceu na hora em que a viu. — Bom dia, estou à procura da senhorita Merly. Estou no lugar certo!? Átila levou alguns segundos para responder, tentando entender se era real. — Josephine? — A namorada de Alex? Que memória boa a sua, meninaaa! — disse, rindo de leve. — Bom, está sim. Merly está no escritório resolvendo algumas coisas. Quer aguardar? — É meio urgente! Pode me levar até lá?—Átila foi indicando o caminho. — É claro! Átila bateu na porta. — Entre, Átila! — Senhorita Merly, essa é Josephine e procura por você. — Senhorita Merly, meu pai me mandou para fechar o negócio que você e ele estão tratando. Merly analisou Josephine por alguns segundos, séria. — Muito bem. Átila, por favor, nos deixe a sós. Não me interrompa por nada! — Sim, é claro! Átila saiu e fechou a porta, ainda curiosa.Filha de algum sócio, só pode ser.Josephine, quem diria você por aqui. Depois de uma hora e meia, elas s





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