Mundo de ficçãoIniciar sessãoAquila: e eu? Onde entro nessa história?
Ele olhava para Lauryn, procurando uma resposta que sempre fora deixada de lado, como uma peça esquecida num quebra-cabeça. Lauryn respirou fundo, encarando a fogueira, as chamas refletindo em seus olhos. Lauryn: No dia em que Átila nasceu, eu estava sozinha. Meus pais tinham viajado, e ninguém esperava que ela viesse antes da data marcada. Antecipou dois dias. Eu estava desesperada, em choque. Minha pressão subiu tanto que colocava em risco a mim e ao bebê. Foi aí que Bernard apareceu. Bernard, com a voz carregada de emoção, falou olhando para Aquila: Bernard: Eu estava no hospital com você, filho. Você tinha só dois anos e estava internado com uma infecção intestinal. Sua mãe, nos abandonou naquela época. Disse que não nasceu para isso. Ela queria ser outra pessoa, longe dali, com um homem que conheceu e com quem foi embora para tentar a sorte. Sumiu no mundo e nunca mais quis saber da gente. Eu cuidei de você sozinho, até o dia em que Átila nasceu. Bernard fez uma pausa, como se revivesse aquela angústia: Bernard: Lauryn estava no quarto ao lado, em desespero. Você dormia e eu fui ver o que acontecia. Os médicos só deixariam entrar quem fosse da família, então eu disse que era o marido dela. Eles estavam apavorados demais para questionar. Entrei e comecei a cantar.Foi o que a acalmou. E assim, controlando a respiração, Átila nasceu forte e saudável. Átila, com lágrimas nos olhos, interrompeu: _Então não somos irmãos de verdade? Aquila: é claro que somos!O que importa é o que vivemos e o que somos juntos. Átila se levantou rapidamente, a confusão e a dor transbordando. Entrou em casa, deixando a família para trás. Alex, preocupado, foi atrás dela. Alex: Amor, calma. Isso não é o fim do mundo. Vocês são irmãos porque escolheram ser, porque a família é feita de amor, não só de sangue. Ele a abraçou com força, sentindo as lágrimas dela molhando sua camisa. Átila o puxou para o quarto, ainda soluçando. Alex ficou parado na porta, tentando dar espaço. A visão da silhueta dela no box do banheiro era uma mistura de fragilidade e sedução. Ele engoliu em seco, lutando contra o desejo. Sentou-se numa cadeira, respirou fundo para controlar o coração acelerado. Mas a tensão no ar era palpável. Átila saiu do banho, apenas enrolada numa toalha, os cabelos pingando. Sentou na cama, olhando diretamente para Alex, num convite silencioso. Átila: Senta aqui, amor. Alex: Amor, acho melhor não. Estamos no seu quarto, e você ainda está abalada. Ela caminhou até a porta e a trancou, deixando claro que não haveria volta. Pegou um óleo corporal, espalhou devagar pela pele úmida. Vestiu sua lingerie, deixando a toalha cair ao chão. Alex: O que você está fazendo? Você estava triste agora há pouco! Átila sentou no colo dele, sentindo seu corpo responder imediatamente. Átila: Estou pronta para a nossa primeira vez. Eu te amo, e quero passar o resto da minha vida com você. Alex segurou seu rosto entre as mãos. Alex: Também te amo, você é o amor da minha vida. Mas não quero que faça isso só por estar confusa ou magoada com seus pais. Quero que seja por vontade, amanhã você vai querer se arrepender. Átila respirou fundo, olhando em seus olhos, determinada. _Não é só por tristeza, Alex. É porque a vida é imprevisível, e eu quero viver isso contigo, agora. Eles ficaram assim, com o coração batendo forte, entre o medo e a certeza, o desejo e o amor, prontos para um passo que mudaria tudo.






